Mundo
20/07/2008 - 17h41

Governo dos EUA diz que serão necessários meses para recuperar economia

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da Efe, em Washington
da Folha Online

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse hoje que a economia do país precisará de meses para se recuperar da alta dos preços dos combustíveis, da desvalorização dos imóveis e da crise nos mercados financeiros.

"Atravessamos momentos desafiadores em nossa economia. Vamos viver um período de crescimento lento durante algum tempo. Acho que levaremos meses para sair desta fase", afirmou Paulson à rede de TV CBS.

Apesar do cenário pouco animador, o secretário do Tesouro se mostrou confiante na aprovação, dentro do Congresso, de uma série de medidas propostas pelo governo para ajudar as gigantes hipotecárias semi-estatais Fannie Mae e Freddie Mac.

"O Congresso entende a importância destas instituições", disse Paulson, que afirmou estar "muito otimista" quanto ao sinal verde que o governo espera para ajudar as duas entidades.

O funcionário quer que o Congresso autorize o Tesouro a adquirir participações na Fannie Mae e na Freddie Mac --que representam quase a metade do mercado hipotecário dos EUA-- e a ampliar as linhas de crédito estatais oferecidas às duas companhias.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse ontem que as duas empresas têm um papel "central" no sistema hipotecário e são fundamentais na concessão de créditos em momentos difíceis como o atual.

Além disso, Paulson aproveitou a entrevista para lançar uma mensagem de calma e lembrar seus compatriotas de que os depósitos bancários de até US$ 100 mil estão totalmente assegurados.

O funcionário também disse que ninguém perdeu um só centavo nos 75 anos de história da chamada Corporação Federal Seguradora de Depósitos.

Diante da desaceleração econômica, o tema se transformou na principal preocupação dos americanos e deve ser o tema de maior influência na disputa presidencial deste ano. O democrata Barack Obama é visto como o candidato com propostas mais adequadas para a economia do país --imagem que seu rival republicano, John McCain, tenta reverter.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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