Procuradoria portuguesa deve anunciar hoje solução do caso Madeleine
da Folha Online
da Lusa
Após 14 meses de investigações, a Procuradoria portuguesa deve anunciar nesta segunda-feira uma solução para o caso do desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann, que pode ser arquivado ou receber pedidos para novos procedimentos.
Madeleine desapareceu no dia 3 de maio de 2007 do apartamento onde dormia acompanhada dos dois irmãos gêmeos, mais novos. O quarto havia sido alugado por seus pais, Katherine e Gerry McCann, no complexo turístico de Ocean Club, na praia da Luz, na região do Algarve, em Portugal. No momento do desaparecimento, os pais dela jantavam com amigos em um restaurante próximo.
O anúncio da solução foi prometido na semana passada o procurador Fernando Pinto Monteiro. Informações que vazaram sobre as investigações policiais apontam para o fechamento do caso, devido à falta de resultados concretos nos 14 meses de apuração.
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| A menina britânica Madeleine McCann, desaparecida em maio de 2007 em Portugal; polícia encerra investigações sobre o caso |
A Polícia Judiciária portuguesa entregou aos procuradores no último dia 1º seu relatório final sobre a investigação, sem provas aparentes que tornem claras o paradeiro da menina ou o envolvimento dos suspeitos no desaparecimento.
Da tese inicial de seqüestro, a investigação mudou de rumo no meio do ano passado, admitindo-se a possível morte da criança, com as suspeitas recaindo sobre os pais. O mistério e a aparente falta de pistas sólidas e motivações para explicar o desaparecimento da menina transformaram o caso em um dos processos mais midiáticos da história.
O processo também ficou marcado pelo afastamento do coordenador da Polícia Judiciária (PJ) de Portugal, responsável pelas investigações, Gonçalo Amaral, e por fortes críticas ao então diretor nacional da PJ Alípio Ribeiro, que admitiu que poderia ter havido "alguma precipitação" ao se suspeitar do casal McCann.
Ribeiro se demitiu da direção da PJ em maio, quase um ano antes de terminar seu mandato, tendo sido substituído por José Maria Almeida Rodrigues.
Suspeitos
Durante a investigação, foram declarados três suspeitos de envolvimento no desaparecimento da menina --os pais, Kate e Gerry McCann, e o luso-britânico Robert Murat, empresário do ramo imobiliário que morava perto do aldeamento turístico Ocean Club, onde a família McCann passava férias. A Procuradoria pode retirá-los da condição de suspeitos.
O casal McCann foi declarado suspeito após terem sido recolhidos vestígios biológicos no apartamento do Ocean Club e no carro que alugaram 25 dias após o desaparecimento de da menina e que foram analisados em um laboratório forense britânico, em Birmingham.
Em setembro, após receber os resultados das primeiras análises forenses, a PJ passou a centrar as suspeitas nos pais, por suposta ocultação do cadáver, admitindo a morte como "a causa provável para o desaparecimento da menina", o que gerou uma onda de críticas aos investigadores portugueses, a quem o casal acusou de "plantar provas" para os incriminar.
Os pais de Maddie --como a menina era chamada-- decidiram, então, regressar ao Reino Unido, apesar de terem sempre garantido que só sairiam do Algarve quando encontrassem a filha.
Seu regresso a Portugal chegou a estar previsto para o final de maio, para participarem de uma reconstituição, mas o procedimento foi anulado devido à falta de quatro amigos com quem o casal passava férias na Praia da Luz na ocasião do desaparecimento.
Imprensa
Desde o início, o caso dominou os meios de comunicação, principalmente portugueses e britânicos, e atraiu a imprensa de vários países. O casal McCann lançou diversos apelos à comunicação social e realizou campanhas para divulgar a imagem de Madeleine em países como Espanha, Alemanha, Itália e Holanda.
A relação dos McCann com a imprensa foi se alterando ao longo do tempo, consoante o momento da investigação: inicialmente, pediram a colaboração dos jornalistas, mas após se tornarem suspeitos, optaram por se expor menos, privilegiando, quase sempre, os veículos ingleses.
A atitude da imprensa britânica que se instalou durante meses na Praia da Luz também mudou ao longo do processo: inicialmente, os meios apoiavam o casal, mas mais tarde começaram a suspeitar de seu envolvimento, evoluindo para uma postura de desconfiança que refletia a reprovação dos leitores, que condenaram o fato de os pais terem deixado Madeleine e os gêmeos Amelie e Sean sozinhos naquela noite.
A atuação das autoridades portuguesas também fez diversas manchetes nos jornais ingleses, que não pouparam críticas.
Com o passar do tempo, o assunto foi esfriando nas páginas dos jornais e na televisão, mas, enquanto isso, rolavam processos por difamação feitos pelos três suspeitos.
O casal McCann exigiu um pedido de desculpas ao grupo Express, dos diários "Daily Mirror" e "Daily Star", e recebeu uma compensação monetária. Já Murat vai receber 600 mil libras (cerca de R$ 1,9 milhão) dos grupos News International, Mirror Group Newspapers, Express Newspapers e Associated Newspapers, que se desculparam por terem publicado notícias consideradas difamatórias e falsas.
Livro
Gonçalo Amaral, o ex-coordenador da PJ de Portimão que foi afastado do cargo em outubro, também engrossa o coro dos que acreditam que o processo será arquivado.
"No dia em que saí, sabia que o processo seria arquivado", afirmou Amaral, em entrevista dada neste mês ao jornal português "Expresso", na qual disse que sua demissão "foi uma decisão injusta e perigosa".
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| A menina britânica Madeleine Mc Cann desapareceu de um quarto de hotel em Portugal em 3 de maio de 2007 |
Amaral foi demitido e afastado do caso pela direção nacional da PJ após afirmar que a polícia britânica --que havia colaborado nas investigações-- andava "fazendo o que o casal [McCann] queria".
Ele se aposentou com o objetivo de adquirir "a plenitude" de sua "liberdade de expressão" e poder se defender, o que promete fazer em um livro a ser lançado nesta quinta-feira (24), após terminar o segredo de Justiça do processo.
No livro, o ex-coordenador da PJ de Portimão promete revelar fatos e indícios recolhidos durante a investigação, que viveu "por dentro".
Amaral anunciou a intenção de processar judicialmente jornalistas britânicos, mas admitiu recentemente ter "alguma dificuldade" para conseguiu um advogado que o represente no Reino Unido.
Expectativas
Com a possibilidade de novos desdobramentos do caso nesta segunda-feira, Francisco Pagarete, advogado de Robert Murat, espera que o processo seja arquivado e que o luso-britânico seja "claramente" inocentado de qualquer envolvimento no desaparecimento da menina.
Já para um dos advogados dos McCann em Portugal, Carlos Pinto de Abreu, a única solução possível para o caso é a descoberta do paradeiro da menina.
Na sua opinião, o eventual fim do processo é "irrelevante" face à ausência da Madeleine e "só será útil na medida em que permite aos pais, aos seus advogados e a outros investigadores o acesso às diligências da investigação e a continuidade da procura". "Todo o resto não interessa", disse Pinto de Abreu.
Com Efe
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Especial




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Mesmo assim agradeço o espaço...ahhh e só dão tanto enfase nesta historia porque é uma menina do 1º mundo e rica....... porque temos aki no Brasil crianças sendo espancadas e que somem e nem ao menos citam o nome delas.......então gente é muito louvavel o que fazem o que dizem ... mas querem dar um culpado para a garotinha da ingleterra ..... mas antes disso pense nas nossas crianças.. "QUEREM SALVAR O MUNDO, PRIMEIRAMENTE ARRUMEM VOSSOS QUARTOS"
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