Mundo
21/07/2008 - 13h58

Propaganda de McCain culpa Obama por alta no preço do petróleo

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da Associated Press, em Washington

O provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, lançou um novo anúncio na televisão no qual culpa o seu rival democrata, Barack Obama, pela alta nos preços dos combustíveis.

O anúncio, divulgado na Tv paga dos EUA e nos canais abertos de 11 Estados vistos como cruciais para as eleições de novembro, argumenta que o aumento no preço da gasolina é fruto da oposição democrata à exploração das reservas petrolíferas americanas.

O narrador do anúncio começa dizendo: "Os preços dos combustíveis, US$ 4, US$ 5, sem fim a vista, porque alguns em Washington ainda estão dizendo não à exploração de reservas na América. "Não" à independência do petróleo estrangeiro. Quem vocês podem agradecer pelo aumento do combustível nas bombas?".

Então, uma imagem de Obama aparece e uma multidão grita: "Obama, Obama, Obama".

McCain defende uma política energética que inclui --contraditoriamente, segundo analistas-- o investimento em fontes alternativas de combustíveis e o fim do banimento federal da exploração das reservas costeiras de petróleo.

Ele já afirmou, em discurso, que colocará a nação no caminho da independência do petróleo estrangeiro, uma conquista que prevê para 2025.

O presidente George W. Bush aprovou o banimento e enviou a proposta de mudança para o Congresso. Contudo, a maioria democrata desaprova a exploração dos recursos e deve rejeitar o pedido.

McCain aproveita para associar a questão energética ao tema da segurança nacional --um de seus pontos mais fortes na disputa pela Casa Branca. Ele disse que os norte-americanos não podem continuar a enriquecer seus "inimigos" com a compra de petróleo.

Grande parte do petróleo comparado pelos Estados Unidos vem das reservas do Oriente Médio, onde está também o Irã, considerado grande inimigo do país.

"Confiando no petróleo do Oriente Médio, nós não apenas damos riqueza aos patrocinadores do terror, como damos alvos de grande valor para os próprios terroristas", disse McCain.

"Em todo o mundo há refinarias, rotas de trânsito e terminais para o petróleo no qual confiamos. E os terroristas da al Qaeda sabem onde eles estão", completou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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