McCain diz preferir sanções a ataque militar ao Irã
da Associated Press, em Jerusalém
O provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, afirmou nesta segunda-feira que os EUA "ainda têm muitas opções a serem exploradas antes de pensarem seriamente em explorar a opção militar".
A declaração, feita em entrevista a uma rede de televisão israelense, mostra um tom diferente do adotado pelo governo do também republicano George W. Bush. Nesta segunda-feira, a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, alertou o Irã que o país enfrentará mais sanções se não obedecer o prazo de duas semanas para concordar em reduzir seu programa nuclear.
Na entrevista ao Canal 2 da TV israelense, McCain disse acreditar que as sanções impostas pelos EUA e pela União Européia farão o Irã interromper as ameaças constantes a Israel.
O republicano ressaltou, contudo, que se as sanções não forem suficientes, os EUA estarão prontos para impedir que o Irã destrua Israel.
"Mas eu olho você nos olhos e digo que os Estados Unidos da América não poderão nunca permitir um segundo holocausto", disse o senador, que esteve em Israel, em março, em uma viagem internacional de sua campanha.
Questionado sobre o clima de tensão entre israelenses e iranianos --cujo presidente, Mamhoud Ahmadinejad, disse que queria "apagar" Israel do mapa--, McCain respondeu esperar que um ataque entre as nações nunca acontece, "que Israel não se sinta ameaçado a este ponto".
Os EUA e a Europa podem impor "sanções significativas, muito dolorosas que podem modificar o comportamento do Irã", completou.
Israel considera o Irã uma ameaça estratégica, principalmente com a recusa do país de desistir de seu programa nuclear. Irão realizou, nos últimos dias, testes com mísseis de longo alcance que poderiam facilmente atingir o país.
McCain favorece contatos diplomáticos com líderes iranianos, mas recusa um encontro sem pré-condições com o presidente Ahmadinejad. Ele disse que o líder iraniano tomaria vantagem de um encontro deste e da cobertura da mídia pára pedir novamente a destruição de Israel.
A entrevista de McCain foi ao ar na televisão israelense pouco tempo antes da visita de seu rival democrata, Barack Obama, ao país, como parte de uma viagem pelo Oriente Médio e Europa.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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