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Bush quer que a CIA aja preventivamente contra o Iraque, diz jornal
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O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, pediu a seus conselheiros de segurança que elaborem um plano de ação preventiva contra os Estados que estão desenvolvendo armas de destruição massiva, dentre os quais o Iraque, segundo matéria publicada hoje pelo jornal "New York Times".
Altos funcionários disseram ao jornal que o Iraque é um dos primeiros países na lista, e por isso a CIA (inteligência dos EUA) e o Pentágono aumentaram seus esforçços para derrotar Saddam Hussein, esperando evitar uma invasão em grande escala.
A estratégia será provavelmente completada no mês de agosto, de acordo com o "New York Times".
Os conselheiros de Bush disseram que o plano estratégico busca apontar que os Estados Unidos possuem outras possibilidades antes de uma intervenção armada.
Essas opções contemplam operações conjuntas com a Rússia e outros países, enquantos os objetivos potenciais incluem Estados fracos que se tornaram refúgio para grupos terroristas, segundo o jornal.Este infromação chega depois de outra reportagem do "Washington Post" destacando que os EUA assinaram um programa secreto para derrotar o presidente iraquiano Saddam Hussein, que inclui a autorização para a usar uma força letal.
Ontem, o "Washington Post" disse que Bush autorizou a CIA a dar início a um "programa encoberto e de amplo alcance" para derrubar o presidente iraquiano, mesmo que seja preciso utilizar a força.
Segundo o jornal, Bush ordenou à CIA no início deste ano o uso de todos os métodos e ferramentas necessárias para capturar o governante iraquiano, como uma maior ajuda econômica, militar, tecnológica e de capacitação à oposição iraquiana.
"Creio que a idéia de mudar o regime com o Iraque é amplamente apoiada", disse o líder da maioria democrata no Senado, Thomas Daschle. "Mas a questão é como e quando o faremos", acrescentou ele.
O senador republicano, John McCain chamou os EUA a "preparar-se para fazer todo o necessário para provocar uma mudança de regime com o Iraque". McCain, entretanto, expressou certas dúvidas. "Não sei se podemos conseguir ou não [uma mudança]. Imagino que os espertos poderiam dizer que as chances de conseguir unicamente com atividades secretas e apoiando a oposição interior iraquiana são muitas baixas."
Com agências internacionais
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