Mundo
22/07/2008 - 13h58

EUA advertem embaixadas sobre gastos com visitas de candidatos

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da Efe, em Washington

Os Estados Unidos enviaram comunicado a suas embaixadas para que controlem os gastos com as visitas de candidatos presidenciais em suas viagens ao exterior. O governo estabeleceu um protocolo de ação para os funcionários diplomáticos em outros países, devido as viagens internacionais realizadas pelos prováveis candidatos, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain.

A secretária de Estado americana, Condoleezza Rice, advertiu em uma mensagem interna aos funcionários que estes dêem "a ajuda mínima" aos senadores para não haver violação da lei, segundo informou o Departamento de Estado dos EUA.

Assim, o documento recomenda que não haja nenhum gasto extraordinário que possa demonstrar favoritismo a um candidato ou a outro, nem o uso indevido dos recursos da embaixada para fazer campanha política.

Gonzalo Gallegos, um dos porta-vozes do Departamento de Estado, disse que não há nada de incomum na mensagem, que apenas dá diretrizes aos funcionários das embaixadas sobre como agir em determinadas ocasiões.

Além do documento, segundo Gallegos, o Departamento recebeu perguntas dos funcionários da diplomacia americana sobre o que era mais apropriado nestes casos.

A mensagem de Rice, disse Gallegos, "é para assegurar que todo mundo está cantando com a mesma partitura".

A nota interna incluiu ainda exemplos sobre o que devem ou não fazer os trabalhadores das embaixadas. Assim, não é permitido marcar uma reunião de alto nível entre o candidato e as autoridades do país, nem participar dos detalhes da viagem.

Os empregados do governo também não podem participar de certas atividades políticas realizadas pelo candidato durante a visita e nem podem fazer qualquer trabalho de propaganda eleitoral --por exemplo, se a campanha do candidato quiser alugar um ônibus, a imprensa pode dar o telefone de uma empresa que alugue, mas não pode fazer o aluguel pelo político.

O que chama a atenção é que a nota foi distribuída durante a primeira viagem internacional do democrata Barack Obama, que inclui Oriente Médio e Europa.

Em março, o republicano McCain, endossado pelo presidente George W. Bush, também fez uma viagem internacional à Europa, Iraque e Israel. No mês passado, McCain também viajou à América Latina, onde visitou México e Colômbia.

Rice ressalta na mensagem aos funcionários que as instruções devem ser seguidas igualmente para ambos os presidenciáveis, mesmo que a tarefa seja mais difícil neste ano, já que ambos são senadores do Congresso americano --o que por si só já garante mais recursos federais a suas viagens.

Assim, a nota diz que os diplomatas americanos nos países visitados por McCain ou Obama devem tratar os senadores como "membros do Congresso em visita privada ou semiprivada", mas "com restrições adicionais a respeito de atividades políticas que realizem".

Na manhã desta terça-feira, Obama chegou a Jordânia, a quarta parada em sua viagem internacional. Ele já foi ao Kuait, Afeganistão, Iraque e deve visitar ainda Israel, Alemanha, França e Inglaterra.

Segundo sua equipe, a viagem serve para que Obama conheça a situação real dos países em conflito e para que estreite os laços diplomáticos com importantes aliados na Europa "para solucionar os desafios do século 21".

Analistas apontam, contudo, que a primeira viagem internacional de Obama como provável candidato serve para mostrar aos eleitores que ele pode lidar com temas de política externa e segurança nacional.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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