Mundo
22/07/2008 - 20h30

Testemunha não confirma presença de mísseis com ex-motorista de Bin Laden

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da France Presse, em Washington
colaboração para a Folha Online

Um militar americano que presenciou a prisão de Salim Hamdan, ex-motorista de Osama bin Laden, não confirmou que ele carregava "mísseis" em seu carro, como afirma a acusação.

A testemunha, com identidade não revelada, disse nesta terça-feira a um tribunal militar na base naval de Guantánamo que viu um "veículo com vários mísseis", mas "foi impossível verificar se era o carro dirigido por Hamdan", informou à imprensa Gail Crawford, porta-voz do tribunal militar que julga Hamdan, ex-motorista de Bin Laden e acusado de colaborar com os planos da rede terrorista Al Qaeda.

Outro militar americano que presenciou a prisão e cuja identidade também não foi revelada garantiu que "os dois mísseis", além de passagens aéreas, passaportes e dinheiro estavam no carro do acusado.

Seis juízes militares devem determinar se Hamdan é culpado de "conspiração" e "apoio material ao terrorismo".

Espera-se que o julgamento leve de três a quatro semanas, com a participação de cerca de duas dezenas de testemunhas do Pentágono.

Os EUA acusaram formalmente 20 presos de Guantánamo até agora, mas os oficiais militares dizem esperar processar 80 detidos ao todo.

Hamdan foi capturado durante um bloqueio militar em uma rodovia do Afeganistão em 2001, supostamente com dois mísseis em seu carro. Seus advogados alegam que ele era somente um motorista e mecânico, sem nenhum papel nas ações da rede terrorista Al Qaeda contra os EUA.

O ex-motorista de Bin Laden foi levado a Guantánamo em maio de 2002 e selecionado como um dos primeiros detidos a enfrentar a promotoria.

 

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