Mundo
23/07/2008 - 08h47

Em visita a Jerusalém, Obama promete apoio a Israel

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da Folha Online

O provável candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, prometeu apoio a Israel em visita a Jerusalém nesta quarta-feira, descrevendo o Estado como um milagre, antes de se encontrar com líderes palestinos na Cisjordânia.

Obama, que busca acalmar o eleitorado judeu dos Estados Unidos sobre sua política com relação a Israel, também disse que espera ajudar a trazer uma paz duradoura ao Oriente Médio.

"Estou aqui nesta viagem para reafirmar a especial relação entre Israel e os EUA, meu permanente compromisso com sua segurança, e minha esperança de poder servir como um parceiro efetivo, tanto como senador quanto como presidente, para trazer uma paz mais duradoura para a região", disse. Ao encontrar com o presidente israelense, Shimon Peres, descreveu Israel como um "milagre que floresceu" ao longo de 60 anos.

Jim Young/Reuters
Barack Obama acompanha presidente Shimon Peres em visita a Jerusalém
Barack Obama acompanha presidente Shimon Peres em visita a Jerusalém

Obama encontrou o ministro da Defesa, Ehud Barack, e o líder da oposição, Benjamin Netanyahu, e visitou o Museu do Holocausto, em Jerusalém. O democrata também terá encontros com a ministra israelense de Relações Exteriores, Tzipi Livni, e com o primeiro-ministro do país, Ehud Olmert, atualmente ameaçado de ter de deixar o cargo em meio a uma investigação de corrupção.

Centenas de oficiais da segurança palestina com rifles automáticos se alinhavam nas ruas de Ramalah, na Cisjordânia ocupada, enquanto Obama se dirigia para a cidade de Jerusalém para conversar com o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahamoud Abbas, e com o primeiro-ministro Salam Fayyad.

Obama, que enfrentará o republicano John McCain nas eleições presidenciais de novembro, frustrou os líderes palestinos quando disse, no mês passado, que Jerusalém deve ser a capital "indivisível" de Israel.

Os palestinos querem Jerusalém Oriental, predominantemente árabe e capturada por Israel em 1967, como capital de seu futuro Estado. Depois da declaração, Obama disse ter usado "uma má fraseologia" quando fez o comentário.

Obama chegou ontem à noite a Israel, apenas algumas horas depois de um palestino ter jogado uma escavadeira contra veículos em uma rua de Jerusalém, perto do hotel reservado para sua estadia. O ataque feriu ao menos 16 pessoas. Ele condenou o ataque.

O incidente acabou com cerca de 20 feridos, entre eles dois com ferimentos graves, assim como a morte a tiros do atacante. "Isso é só uma lembrança de por que temos que trabalhar de forma diligente, urgente e unida para derrotar o terrorismo", disse, concluindo com um "não há desculpas" para esses atos.

Com Reuters e Efe

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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