Mundo
24/07/2008 - 05h39

Obama abre seis pontos sobre McCain, mostra nova pesquisa

Publicidade

da Folha Online

O candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, tem seis pontos percentuais de vantagem sobre seu rival republicano, John McCain, segundo pesquisa da rede NBC e do diário "The Wall Street Journal" divulgada nesta quarta-feira (23).

Segundo a pesquisa, que ouviu 1.003 eleitores entre os dias 18 e 21 de julho, Obama soma 47% de apoio contra 41% de McCain. A enquete tem uma margem de erro de 3,1 pontos percentuais.

Mesmo com grande apoio, a enquete indica que Obama seria uma opção mais arriscada para 55% dos eleitores, contra 35% para o republicano.

O estudo indica ainda que grande parte do eleitorado americano não concorda com o governo americano, após quase oito anos de Presidência de George W. Bush. Somente 13% dos entrevistados disseram que os EUA avançam na direção correta.

Além disso, a maioria dos ouvidos afirmou que tem poucas esperanças na habilidade dos candidatos no plano econômico. Dos entrevistados, 48% disseram acreditar que Obama seja capaz de recuperar a economia do país, enquanto apenas 17% esperam que McCain consiga esse resultado.

Gallup

Em pesquisa do instituto Gallup, divulgada nesta terça-feira (22), Obama apareceu com 45% das intenções de voto contra 42% de seu rival republicano. Segundo a sondagem, 6% dos eleitores estão indecisos e outros 7% indicaram que não votarão por nenhum candidato.

A pesquisa foi realizada entre 19 e 21 de julho, quando Obama já havia embarcado em sua viagem pelo Oriente Médio e Europa. Assim, a pesquisa indica que, pelo menos por enquanto, a atenção dada à viagem de Obama não afetou seu apelo entre os eleitores.

A pesquisa foi realizada com 2.645 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Viagem

Nesta quarta-feira, o candidato republicano intensificou seus ataques a Obama após os elogios de analistas políticos ao democrata, dizendo que ele ainda não cometeu nenhum erro em sua viagem pelo Oriente Médio.

"Tive a coragem e o juízo de dizer que preferia perder uma campanha política do que uma guerra. Parece que o senador Obama prefere perder uma guerra para ganhar uma campanha política", afirmou McCain, em referência à proposta do democrata de retirar as tropas americanas do Iraque.

Em visita pelo Oriente Médio, o democrata já passou por Kuait, Afeganistão, Jordânia, Iraque e Israel. Em seguida, Obama segue para a Europa.

Levantando uma bandeira polêmica, Obama defendeu sua proposta de negociar com o Irã sobre o programa nuclear do regime dos aiatolás. O candidato ressaltou que o "mundo precisa impedi-lo de desenvolver a bomba nuclear".

Em Israel, ontem, Obama declarou que "um Irã nuclear seria uma grave ameaça, e o mundo precisa impedi-lo de obter a arma nuclear', disse durante uma coletiva em Sderot, uma cidade constantemente atingida por foguetes palestinos.

Além disso, ele também criticou os "ataques terroristas" contra Israel, o "rearmamento do Hizbollah", e o regime de Teerã que "patrocina o terrorismo".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca