Mundo
24/07/2008 - 08h06

Obama chega a Berlim, onde fará discurso para multidão

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colaboração para a Folha Online

O provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, chegou a Berlim, na Alemanha, onde fará um grande discurso nesta quinta-feira, que deve atrair dezenas milhares de pessoas.

Obama é o presidenciável mais popular na Europa, um indicativo de que seu discurso de mudança na política americana de George W. Bush agrada também aos europeus, que esperam estreitar os laços diplomáticos com o novo governo.

Obama, que chegou de Israel à capital alemã, se reuniu com a chanceler Angela Merkel e deve se encontrar, mais tarde, com o ministro de Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, antes de seu discurso.

Jens Wolf/Efe
Texto: BER14 BERL N (ALEMANIA) 24.07.08 La canciller alemana, Angela Merkel (dcha), y el candidato demúcrata a la presidencia de Estados Unidos, Barack Obama, saludan desde el balcún de la Cancilleróa de erlón (Alemania), el 24 de julio de 2008. Esta tarde, Obama ofrecerÆ un discurso frente a la Columna de la Victoria de la capital alemana sobre su idea de cooperaciún transatlÆntica. EFE/Jens Wolf
Obama aparece ao lado de Angela Merkel no balcão da chancelaria

Merkel contou aos repórteres que planejava conversar sobre a mudança climática e livre-comércio global com Obama e deixou claro que o país manterá sua oposição ao envio de tropas de combate no Afeganistão. Nem Merkel nem Obama revelaram o conteúdo da conversa.

Depois de uma visita ao país, no fim de semana passado, Obama reiterou sua proposta de enviar ao menos mais duas tropas de combate ao país e a viagem à Europa pode indicar que ele busca o mesmo apoio entre os aliados no velho continente.

Na pauta das reuniões, segunda a equipe democrata, está justamente como estreitar as relações entre os EUA e a Europa e como juntos "enfrentarem os desafios do século 21", como aquecer a economia, enfrentar o aquecimento global e combater o terrorismo.

Um contingente de 700 policiais já cercou uma boa parte do centro da cidade, ao redor do parque de Tiergarten, onde Obama fará o aguardado discurso, às 19h30 local (14h30 em Brasília). Antes da fala do senador por Illinois, os alemães poderão ouvir um concerto.

"Ele é esperado como um mago que pode acabar com as barreiras não pronunciadas em um mundo cheio de problemas", escreveu a revista "Der Spiegel".

Os alemães estão seguindo de perto a campanha presidencial americana e, segunda uma pesquisa recente, 76% deles votariam em barack Obama contra apenas 10% que indicaram preferência ao seu rival republicano, John McCain.

O senador de Illinois já está sendo comparado ao popular ex-presidente americano, John F. Kennedy, que entrou na história de Berlim com um discurso, em junho de 1963, intitulado "Ich bin ein Berliner" ("Eu sou berlinense").

Diante das altas expectativas, os colunistas da imprensa alemã relatam que Berlim vive uma "Obamania" e questionam se o discurso do democrata estará à altura.

Chegada

Jim Young/Reuters
Texto: Supporters of US Democratic presidential candidate Senator Barack Obama (D-IL) cheers outside his hotel in Berlin, July 24, 2008. REUTERS/Jim Young (GERMANY) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
Apoiadores de Barack Obama aguardam a chegada do democrata em frente ao seu hotel

Obama seguiu direto do aeroporto de Berlim à chancelaria. Ele parou dentro dos portões do imponente prédio para acenar para um grupo de alunos que fazia um passeio escolar pelo local.

"Nós estávamos bem perto", disse Michaela Schmid. "Foi muito legal".

Dentro do prédio, Obama e Merkel cumprimentaram-se e conversaram brevemente antes de entrar no escritório da chanceler.

O ex-presidente alemão Richard von Weizsaecker disse que o evento de Obama pode marcar o caminho para uma nova relação transatlântica, citado por um jornal local.

"Obama pode enviar a Berlim um sinal de que a América está contando com a Europa em seu futuro", cita ainda o "Bild".

"Nós acreditamos que ninguém na América está interessado no nosso continente. A aparição e o discurso de Barack Obama são evidência de que este conceito é falso", continuou.

Polêmica

A escolha de Obama para seu único discurso na Europa foi envolta em polêmica. A escolha pela Coluna da Vitória, no parque Tiergarten veio depois do estranhamento de Merkel pela proposta democrata de fazer o evento em frente ao Portão de Brandeburgo.

Símbolo da Guerra Fria, o Portão de Brandeburgo foi palco para discursos dos presidentes americanos Ronald Reagan, em 1987, e Bill Clinton, em 1998 e para candidatos alemães à Presidência.

As tentativas do comitê de Obama de agendar um discurso no Portão de Brandeburgo no ao final de julho expuseram tensões dentro do governo alemão, entre os conservadores e os partidos de centro-esquerda.

Questionado se ainda queria fazer o discurso em Brandeburgo durante um vôo para San Diego no sábado (12), Obama disse considerar que sua mensagem mais importante que o local do discurso.

"Nós estamos tentando coordenar com colegas alemães um local apropriado, mas ainda não escolhemos nenhum lugar em particular", disse Obama. "Eu quero ter certeza de que minha mensagem será ouvida, e não criar uma controvérsia".

O governo alemão negou, contudo, os boatos que a administração do presidente Bush tenha pressionado Merkel para impedir o discurso de Obama --que será transmitido ao vivo por várias emissoras alemãs.

A viagem de Obama pela Europa inclui ainda passagem por Paris, na sexta-feira, e Londres, no sábado. Depois, ele deve retornar a Chicago, para descobrir se a viagem efetivamente ampliou suas credenciais em política externa e assuntos de segurança nacional.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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