Análise: Viagem internacional melhora imagem de Obama como comandante-em-chefe
DAVID ESPO
da Associated Press, em Amã
Jordânia, Israel e Alemanha não são conhecidos normalmente como Estados cruciais em uma campanha presidencial dos EUA. Mas Barack Obama começou bem em sua tentativa de mudar isto com uma viagem em plena temporada de eleição para mostrar que ele pode ser comandante-em-chefe, sentando-se confortavelmente --no estilo presidencial-- com reis e líderes estrangeiros.
"O objetivo desta viagem era ter uma discussão importante com as pessoas com quem, espero, estarei lidando nos próximos quatro a oito anos", disse o provável candidato democrata, evidentemente olhando além das eleições de novembro para um segundo mandato na Casa Branca.
Esta declaração foi feita em uma de suas entrevistas durante a viagem que colocará sob mais exposição da mídia em verdadeiros Estados cruciais, como Ohio, Colorado e Virgínia, do que durante a semana da Convenção Nacional democrata, no final de agosto.
Como Obama viajou com os colegas senadores, Jack Reed de Rhode Island e Chuck Hagel de Nebraska ao Afeganistão, Kuait e Iraque, esta parte da viagem foi considerada como um tour oficial do Congresso, financiada com fundos federais.
Mas a política estava lá o tempo inteiro. Mesmo antes do senador por Illinois chegar ao Iraque, o primeiro-ministro Nouri al-Maliki falou muito bem da proposta de campanha de Obama de retirar as tropas americanas em 16 meses.
O porta-voz de Maliki rapidamente veio a público dizer que o primeiro-ministro, que tem o apoio do presidente republicano George W. Bush, não queria tomar lados na eleição. A declaração não incitou confiança já que veio um dia depois do mesmo porta-voz dizer: "Nós estamos esperando que, em 2010, as tropas de combate sejam retiradas do Iraque".
Enquanto Obama passeava pelas zonas de guerra, seu aparato de campanha colocava os toques finais no que os assessores insistiam que era uma viagem não-política à Jordânia, Israel, Alemanha, França e Reino Unido.
Jordânia
A visita breve de Obama à Jordânia incluiu uma reunião com o rei Abdullah 2. Este rei, veio de uma viagem a Aspen, no Colorado, especialmente para a reunião com o democrata, em seu palácio.
E foram os jordanianos que pediram uma reunião privada somente entre Obama e o rei, antes de se reunirem a Reed, Hagel e outros políticos, para um jantar.
De certa forma, foi uma recepção impressionante assim como a de Maliki a Obama, no Iraque.
Mesmo alguns conselheiros de Obama admitiram que há riscos em uma viagem deste tipo, particularmente para um candidato presidencial em sua posição. Enquanto pesquisas mostram que ele lidera seu rival republicano, senador John McCain, em questões econômicas, Obama empata ou perde em temas de política externa e gerenciamento de crise.
Em termo políticos, a viagem foi desenhada para aumentar as credenciais de Obama nestas áreas, mas não se sabe se apagarão a vantagem de McCain na área.
De sua parte, a campanha de McCain zombou da mídia, nesta terça-feira, sugerindo em dois vídeos na internet, ao som de músicas de amor, que ela estava dando muita atenção à viagem de Obama.
Israel
Depois da Jordânia, Obama partiu para Israel, onde ele foi para reassegurar os eleitores céticos que é um forte apoiador do país.
Este é um assunto delicado, porque a administração de Bush está tentando facilitar um acordo de paz em seus meses finais no escritório entre Israel e palestinos e Obama não pode se intrometer.
Ao mesmo tempo, ele espera evitar o tipo de complicação que seguiu seu discurso no mês passado no Comitê de Assuntos Israel Americanos, um lobby pró-Israel.
Ele declarou que Jerusalém precisa permanecer unida e como capital de Israel. Quando o presidente palestino, Mahmoud Abbas, protestou que isso era um assunto para negociação, Obama voltou atrás.
Para reforçar seu novo argumento, Obama marcou --ao contrário de seu rival republicano-- uma parada em territórios palestinos na Cisjordânia e uma conversa com os seus líderes.
Europa
Além dos destinos no Oriente Médio, Obama parte também para a Europa onde se reunirá com os líderes de governo e dará um grande discurso em Berlim, que deve atrair milhares.
Os assessores invariavelmente descrevem a viagem a Europa como uma oportunidade de conversar sobre as relações transatlânticas, mas, em entrevista coletiva, não soube explicar ao certo porque os encontros não poderiam ser realizados diante de uma pequena platéia.
O discurso em Berlim não é um evento de campanha, alegam os seus assessores, mas não conseguiram evitar comparações com o discurso da convenção nacional democrata, em um estádio para 80 mil pessoas, em Denver.
A campanha não decidiu ainda se vai levar uma câmera para filmar o discurso em Berlim e usar mais tarde, na campanha nos EUA. Contudo, eles acreditam que não será difícil conseguir imagens já que redes de televisão alemãs divulgaram o discurso ao vivo. É a campanha americana atingindo terras internacionais.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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