Mundo
24/07/2008 - 12h00

Depois de especulações, Jindal recusa cargo de vice de McCain

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colaboração para a Folha Online

O governador da Louisiana, Bobby Jindal, disse não querer, de modo algum, o cargo de vice-presidente da chapa republicana.

Um dia após uma reunião marcada entre ele e o senador John McCain aumentar as especulações sobre sua escolha para o cargo, Jindal disse à Fox News que focará seu trabalho em ajudar o provável candidato a ser eleito em Louisiana.

"Eu não serei candidato a vice-presidente ou vice-presidente", disse, questionado sobre as especulações no meio político. "Deixe-me ser claro, eu já disse em toda conversa pública ou privada, eu tenho o emprego que quero", completou, acabando com as apostas de que os republicanos anunciaram seu nome como vice ainda esta semana.

Lee Celano-24abr.08/Reuters
McCain fala ao lado do governador Bobby Jindal, seu possível vice-presidente
McCain fala ao lado do governador Bobby Jindal, seu possível vice-presidente

Jindal estava no topo da lista de possíveis candidatos ao cargo. Primeiro indiano-americano eleito a um cargo político, Jindal é conservador e poderia garantir votos na ala republicana que considera as idéias de McCain "liberais" demais (ele é o preferido da direita cristã e tem adesivos com a frase 'Jindal para V.P." circulando pelo Estado).

Além disso, o governador de Lousiana, 36, conferiria juventude e diversidade à chapa republicana --um contraponto importante já que McCain, 71, tem na idade um dos pontos mais fracos.

Embora sua experiência com a política de saúde possa ser um bom adicional, Jindal poderia ser considerado muito jovem.

As especulações sobre o vice-presidente da chapa republicana --que existem desde que McCain ganhou a nomeação-- aumentaram esta semana quando fontes da campanha disseram haver conversas sobre um anúncio ainda esta semana.

Segundo as fontes, citadas em reportagem da CNN, a idéia era tirar a atenção da viagem internacional do democrata Barack Obama que tem ocupado quase todo o espaço na mídia.

Segundo Bob Novak, do site Human Events, esta seria uma estratégia republicana para roubar algumas manchetes de Obama. O colunista conservador disse ainda que ele recebeu uma dica de "um assessor de confiança de McCain" que sugeriu o anúncio. Logo depois, ele assumiu que pode ter sido usado para justamente dar espaço a McCain e que o anúncio seria feito próximo ao anúncio do vice democrata.

Nesta terça-feira, McCain evitou responder quaisquer questões sobre um prazo para anúncio.

Em uma entrevista coletiva, em Epping, New Hampshire, McCain riu ao ser questionado sobre um possível anúncio ainda nesta semana. "Não obrigado. Nós temos a mesma resposta de sempre. Nós anunciaremos quando estivermos prontos".

Lista

Com a recusa de Jindal --que não representa, contudo, sua definitiva saída da lista--, as especulações sobre o vice de McCain se fortalecem em torno de Tim Pawlenty.

Governador de Minnesota duas vezes, ele apoiou McCain desde o começo e poderia ajudá-lo em um Estado bastante disputado. Pawlenty pode atrair os social-conservadores e os evangélicos --que ainda relutam em apoiar McCain--, mas não é muito conhecido no cenário nacional.

Segundo assessores de McCain, Pawlenty estava no quartel eleitoral de McCain na Virgínia, para reuniões.

Uma fonte anônima citada pela CNN disse que McCain afirmou aos seus assessores que eles "realmente vão gostar" de Pawlenty.

Eleitores

Outros dois nomes no topo da lista são de ex-rivais de McCain na disputa pela nomeação republicana, Mitt Romney e Mike Huckabee.

Uma pesquisa recente do instituto Zogby apontou que os dois ex-pré-candidatos republicanos estão também no topo da lista dos eleitores republicanos.

Huckabee está no topo da preferência dos eleitores independentes e republicanos, com 27% deles indicando que estariam mais propensos a votar em McCain caso ele fosse o vice republicano. Para o partido, o pastor batista pode conseguir o apoio da relutante base evangélica do partido e é forte nos redutos republicanos do sul do país.

Já o seu outro ex-rival, Romney é visto por 26% dos eleitores como alguém que os tornaria mais dispostos a votar em McCain. Para McCain, uma parceria com Romney, empresário bem sucedido, pode trazer mais doadores para a campanha republicana. Ex-chefe de uma private equity, ele também geriu as Olimpíadas de Inverno de Salt Lake City e pode trazer experiência administrativa para a chapa.

Entre os republicanos, Romney tem um desempenho um pouco melhor. Segundo a pesquisa Zogby, 41% dos eleitores afiliados ao partido estariam mais dispostos a votar em McCain caso ele escolhesse Romney como parceiro e apenas 8% indicaram que estariam menos dispostos a fazê-lo.

Huckabee é apontado por 40% dos republicanos como um companheiro de chapa favorável a McCain e por 11% como um vice que afastaria os eleitores do senador por Arizona.

A pesquisa consultou 1.039 eleitores, entre 9 e 13 de julho. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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