Mundo
24/07/2008 - 12h11

Corpo de Madeleine foi congelado e escondido, diz ex-investigador

da Efe, em Lisboa

O ex-inspetor da polícia portuguesa Gonçalo Amaral, que investigou o desaparecimento da menina britânica Madeleine McCann, disse nesta quinta-feira que acredita que o corpo da criança foi congelado e escondido, provavelmente pelos seus próprios pais.

Em entrevista ao jornal "Correio da Manhã", o ex-inspetor --afastado do caso em outubro do ano passado e aposentado antecipadamente-- descarta a tese de seqüestro da menina e afirma que tudo foi "uma montagem" baseada, principalmente nos testemunhos falsos da mãe, Kate McCann, e de uma amiga desta, Jane Tanner.

Antonio Cotrim/Efe
Capa do livro sobre o caso; para ex-investigador, corpo de Madeleine foi congelado e escondido
Capa do livro sobre o caso do desaparecimento; para ex-investigador, corpo de Madeleine foi congelado e escondido

Amaral considera provado pela investigação que Tanner mentiu ao contar que tinha visto um homem perto do apartamento com uma menina nos braços na noite de 3 de maio de 2007, quando Madeleine desapareceu do apartamento de um centro turístico do sul de Portugal.

A mãe também não disse a verdade, segundo o ex-policial, ao afirmar que, quando chegou ao quarto onde Madeleine dormiu, a janela estava aberta, o que --segundo outros testemunhos e os únicos vestígios achados no local, da própria Kate-- era impossível.

Amaral apresenta seu livro sobre o caso, "Maddie --A Verdade da Mentira", no qual diz que a menina morreu provavelmente por um acidente e que os pais, que na segunda-feira (21) foram eximidos da condição de suspeitos pela Procuradoria de Portugal, estiveram envolvidos e esconderam o corpo.

Em suas declarações, ele volta a indicar diversos comportamentos suspeitos dos pais de Madeleine, em particular que Kate McCann, ao descobrir a ausência da filha, teria deixado o apartamento com a janela aberta enquanto os outros dois filhos, de 2 anos, dormiam no local, para voltar ao restaurante gritando que tinham levado Madeleine.

"A teoria de rapto foi forçada pelos pais", ressalta, e lembra que uma família irlandesa disse ter visto naquela noite Gerry McCann com uma menina nos braços perto do apartamento, mas caminhando para a praia e não para a casa de Robert Murat, como Tanner havia dito.

Suspeito

Amaral afirma que Murat, o terceiro suspeito oficial do caso, também eximido da condição de culpado pela Procuradoria, foi identificado pela amiga dos McCann com uma "certeza total".

Além disso, o testemunho da família irlandesa que envolve o pai de Madeleine não foi ratificado, porque, segundo Amaral, as testemunhas se sentiram "pressionadas" pela equipe de assessores dos McCann.

O ex-inspetor português revela que também os investigadores tiveram pressões de vários diplomatas britânicos e até de um assessor do escritório do primeiro-ministro do Reino Unido.

Em relação às suas investigações, ele admite que não conseguiu encontrar pistas de onde poderia estar escondido o corpo de Madeleine, mas sustenta que este deve ter sido congelado e transportado no porta-malas do automóvel alugado pelos McCann quase um mês depois do desaparecimento da filha.

Com o calor, o cadáver congelado pode ter deixado resíduos, que depois foram identificados no veículo por dois cães especialmente treinados da Polícia britânica.

Segundo testemunhas citadas pelo ex-investigador, os McCann teriam aberto o porta-malas para que ventilasse, alegando que tinham transportado lixo e carne congelada no carro, mas não conseguiriam confundir dois cães muito especializados, de acordo com os treinadores ingleses.

Comentários dos leitores
ANA COREA (5) 10/08/2008 23h36
ANA COREA (5) 10/08/2008 23h36
Tem duas coisas sobre o caso da maddie que ainda não há respostas: 1 quando a mãe deu por falta da Maddie no quarto, porque ela deixou novamente os gêmeos sozinhos e foi pessoalmente chamar os amigos?? Se desde o começo ela achava que foi rapto, pq abandonar os outros dois?? 2 acho muito estranho eles deixarem os gemeos na creche todos os dias apos o crime para dar entrevista e acompanhar a polícia, uma filha sumiu num país estranho e eles deixam os outros dois com pessoas estranhas?(creche)? sem opinião
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Tambiem Quiero Una Boquita (14) 25/07/2008 11h29
Tambiem Quiero Una Boquita (14) 25/07/2008 11h29
Este senhor Gonçalo Amaral mostrou bem a postura da polícia portuguesa no caso Madekeine.
Tanto a polícia como este ex-policial saíram em busca da fama fácil.
E a saída fácil era ondenar os pais da menina já que a opinião pública estava contra eles porque OS MONSTROS DEIXARAM OS FILHOS SOZINHOS.
E pelo que foi escrito neste sítio isto já foi motivo suficiente para que os pais da menina fossem julgados e condenados pela opinião pública.
Muito motivo de vergonha para as autoridades portuguesas estas atitudes.
E os pais estão certíssimos em processar este abutre que insiste em ganhar dinheiro com a desgraça alheia.
Acusar sem provas é um imenso ato de leviandade e quem o impetro deve arcar com as suas consequencias.
Em tempo, sei que várias pessoas sairão em defesa deste senhor e me criticarão, mas isto só acontecerá porque na mentalidade de muitos os pais são culpados pelo acontecido.
Claro está que esta culpa foi induzida por dois fatos:
1 - O fato de deixarem as crianças sozinhas - Garanto que é mais comum do que se fala e muitas pessoas que aqui os criticaram já fizeram também, mesmo que por curto período de tempo;
2 - A postura da polícia portuguesa que foi pelo caminho mais fácil da fama rápida, mesmo que de forma inconsequente.
20 opiniões
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ALEXANDRA FASANO (1) 24/07/2008 17h01
ALEXANDRA FASANO (1) 24/07/2008 17h01
Lamentável e triste todo esse acontecimento...
Um criança tão linda... com uma vida interrompida tão injustamente... Cedo ou tarde... a verdade aparecerá... É só uma questão de tempo...
Deixo aqui meus sentimentos... e que toda verdade ainda seja esclarecida...
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