Em Berlim, Obama pede união entre EUA e UE na luta contra o terror
da Folha Online
O provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, discursou em Berlim por uma maior colaboração entre os países da União Européia (UE) e os EUA no combate aos "desafios do século 21", o aquecimento global e, principalmente, o combate ao terrorismo no Afeganistão e Paquistão.
Obama, que foi ovacionado pelos milhares de alemães presentes, afirmou que houve diferenças entre os EUA e a Europa e que haverá diferenças no futuro, "mas a colaboração e a parceria entre as nações é o único caminho para avançar nos propósitos comuns".
| Tobias Schwarz/Reuters |
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| Milhares de alemães se reúnem diante da Coluna da Vitória para ouvir o discurso do provável candidato democrata Barack Obama |
"Agora é hora de construir pontes entre os países. Derrotar o terrorismo e nos juntar contra os muçulmanos que vivem pelo ódio em vez da esperança", disse Obama, em discurso em frente à Coluna da Vitória, no parque Tiergarten.
O democrata pediu que os países europeus trabalhem com os EUA no reforço do combate aos militantes terroristas da Al Qaeda e do Taleban no Afeganistão, um dos locais que visitou durante sua viagem internacional.
No Afeganistão, Obama reiterou sua proposta de enviar ao menos mais duas tropas de combate ao país. A chanceler alemã, conservadora Angela Merkel, deixou claro contudo que o país manterá sua oposição ao envio de tropas de combate ao país.
"Eu reconheço a dificuldade de combater [as forças terroristas] no Afeganistão. Mas a América não pode fazer isso sozinha. Os afegãos precisam de nós para combater o Taleban e a Al Qaeda e por eles precisamos renovar nossos esforços para derrotar o terrorismo", disse Obama, que afirmou estar discursando com cidadão dos EUA e do mundo e não como provável candidato presidencial.
"O muro de Berlim trouxe novas esperanças, mas mostrou que os perigos não estão mais dentro das fronteiras dos países", citou Obama, reiterando seu pedido por um esforço global no combate aos riscos do armamento nuclear e do terrorismo.
Relações
| Michael Dalder/Reuters |
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| Barack Obama discursa em Berlim e pede por aliança entre EUA e UE para combater terror |
Embora não tenha citado diretamente o atual presidente George W. Bush, Obama aproveitou o discurso para reiterar que pretende estreitar as estremecidas relações diplomáticas entre EUA e Europa, caso seja eleito presidente.
"Na Europa, a visão de que a América é parte do problema e não um parceiro se tornou muito comum. Ainda haverá diferenças entre os países e a mudança em Washington não tornará o fardo mais leve, mas a cooperação entre os países é o único caminho", ressaltou.
As relações entre Alemanha e EUa ficaram estremecidas com a oposição alemã à invasão americana no Iraque. O presidente Bush é impopular no país e Barack Obama é visto como uma esperança de novos rumos para as relações do país.
Por isso, os alemães estão seguindo de perto a campanha presidencial americana e, segunda uma pesquisa recente, 76% deles votariam em Obama contra apenas 10% que indicaram preferência ao seu rival republicano, John McCain.
"Neste século precisamos de uma UE forte", disse Obama aos berlinenses. "Precisamos combater o terrorismo que ameaça todo o continente. Precisamos enviar uma mensagem direta ao Irã sobre suas ambições nucleares, precisamos apoiar os palestinos que querem alcançar a paz e precisamos trabalhar pelos milhares de iraquianos que querem um país livre e o fim da guerra", disse Obama, ovacionado pela platéia.
Lema
Obama aproveitou a oportunidade para discursar sobre a história do muro de Berlim e de sua própria história, citando constantemente os dois mais importantes lemas de sua campanha, a esperança e a mudança.
"Eu sei que não pareço com os americanos que já falaram aqui. A história que me trouxe aqui é improvável", disse Obama, contando aos alemães sua história de filho de um queniano e uma americana do Kansas.
Retomando a história de Berlim, Obama lembrou as dificuldades vividas pelos alemães nos tempos em que o muro dividia a cidade entre um lado capitalista e um lado comunista. "Mas as pessoas mantiveram a chama da esperança acesa, elas não desistiram. Esta cidade, acima de todas as outras, conhece o sonho da liberdade".
"Não há desafio muito grande para um mundo que se mantém como um", completou, levando a platéia a gritar "Yes, we can" (Sim, nós podemos), um dos principais slogans da campanha democrata.
Reiterando seu pedido por uma aliança maior entre os EUA e a Europa, Obama lembrou que foi somente quando a Alemanha juntou forças com os americanos que o muro foi derrubado e Berlim unificou-se.
"Uma parceria verdadeira e o progresso verdadeiro dependem do trabalho constante, de dividir promessas, de uma aliança de paz, de aprender, ouvir e confiar um no outro", disse Obama. "A escala do nosso desafio é grande e o caminho é longo. Vamos responder ao nosso desatino e agir para um mundo melhor", conclui o democrata.
Chegada
Obama chegou nesta quinta-feira em Berlim, sua primeira parada na Europa. Ele foi direto do aeroporto à chancelaria, onde reuniu-se, a portas fechadas, com Angela Merkel.
| Jens Wolf/Efe |
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| Obama posa para fotos ao lado da chanceler alemã Angela Merkel |
Um porta-voz da chanceler disse que os dois tiveram uma conversa "muito aberta" sobre uma grande variedade de assuntos.
Segundo comunicado de Ulrich Wilhelm, os dois discutiram temas importantes de política externa, como a situação do programa nuclear do Irã, o Afeganistão, Paquistão e o processo de paz no Oriente Médio.
As conversas entre Obama e Merkel, realizadas a portas fechadas na chancelaria, incluíram também uma parceria econômica e a "necessidade de cooperação no nível internacional e entre organizações internacionais para resolver importantes questões globais".
O porta-voz disse ainda que ambos os políticos ressaltaram "o grande significado de relações próximas amigáveis entre os alemães e americanos".
Obama deve viajar ainda à França e Inglaterra antes de encerrar sua primeira viagem internacional como provável candidato às eleições gerais americanas.
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Especial





Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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