Mundo
25/07/2008 - 08h15

Obama deixa Berlim rumo a Paris, onde se encontra com Sarkozy

da Folha Online

O provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, passa uma manhã tranqüila em Berlim, longe das câmaras e sem atos oficiais, antes de partir em direção a Paris, o próximo destino de sua viagem pela Europa.

A agenda do senador incluía hoje uma visita à base militar dos EUA em Ramstein, a maior na Europa, mas a imprensa alemã descarta o evento já que que está previsto que ele deixe Berlim por volta das 14h (9h de Brasília) rumo à capital francesa.

O democrata tem uma reunião às 17h (12h em Brasília) com o governante francês, Nicolas Sarkozy, em sua residência de Champs-Elysées.

O líder francês disse em entrevista ao jornal "Le Figaro", publicado nesta sexta-feira, que Obama é seu amigo. "Ao contrário de meus conselheiros da célula diplomática, nunca acreditei nas possibilidades de Hillary Clinton. Sempre achei que Obama seria designado", revela Sarkozy.

A visita do senador americano será rápida, já que Obama "reservou o jantar para o primeiro-ministro britânico Gordon Brown", aponta o "Le Figaro".

"Sou o único francês que o conhece", disse ainda Sarkozy, que esteve com Barack Obama em 2006, no Congresso, em Washington, e diz ter "boas recordações" desse encontro.

Berlim

Obama chegou em Berlim na manhã desta quinta-feira e partiu direto do aeroporto para a chancelaria, onde teve uma reunião a portas fechadas com a chanceler Angela Merkel.

Um porta-voz da chanceler disse que os dois tiveram uma conversa "muito aberta" sobre uma grande variedade de assuntos.

Segundo comunicado de Ulrich Wilhelm, os dois discutiram temas importantes de política externa, como a situação do programa nuclear do Irã, o Afeganistão, Paquistão e o processo de paz no Oriente Médio.

As conversas entre Obama e Merkel, realizadas a portas fechadas na chancelaria, incluíram também uma parceria econômica e a "necessidade de cooperação no nível internacional e entre organizações internacionais para resolver importantes questões globais".

Foi justamente esta necessidade de uma parceria entre os EUA e a Europa que Obama ressaltou em seu discurso público em frente à Coluna da Vitória, em Berlim.

Obama, que foi ovacionado várias vezes pelas dezenas de milhares de alemães presentes, afirmou que houve diferenças entre os EUA e a Europa e que haverá diferenças no futuro, "mas a colaboração e a parceria entre as nações é o único caminho para avançar nos propósitos comuns".

"Agora é hora de construir pontes entre os países. Derrotar o terrorismo e nos juntar contra os muçulmanos que vivem pelo ódio em vez da esperança", disse Obama, em discurso, no parque Tiergarten.

O democrata pediu que os países europeus trabalhem com os EUA no reforço do combate aos militantes terroristas da Al Qaeda e do Taleban no Afeganistão, um dos locais que visitou durante sua viagem internacional.

Nesta manhã, diversos jornalistas esperavam em frente ao luxuoso e centenário hotel Adlon, localizado junto ao Portão de Brandeburgo, onde Obama está hospedado.

A viagem internacional de Obama --a primeira como presidenciável-- inclui ainda uma passagem por Londres. Depois, ele deve retornar a Chicago, para descobrir se a viagem efetivamente ampliou suas credenciais em política externa e assuntos de segurança nacional.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
Leon Diniz Diniz (56) 10/10/2008 15h30
E lá vem o golpe! Eu venho cantando esta bola ha tempos. Senhores, eu ouví, numa rádio no dia de hoje o comentário de um jornal de São Paulo, que os republicanos estão tentando repetir o ocorrido na Flórida em 2000 e Ohio 2004. Nos Estados controlados por repúblicanos, está se exigindo identificação especial e desnecessária para alijar possíveis eleitores democratas.
Segundo a imprensa, na Indiana e na Geórgia já estão exigindo carteira de habilitação com foto, o que deixará fora do pleito aqueles que não possuem carro.
Um estudo recente mostra que apenas 22% entre os 80% dos americanos que possuem carro, são negros. Ainda segundo este noticiário, no Condado de Orange, Flórida, dos 672 registros de eleitores negados, 50% são democratas e 10% são republicanos.
É, parece que o lobo perde o pelo, mas não perde o vício. Eu avisei! Cuidado Senador Obama não durma no ponto, exija olheiros internacionais porque o jogo vai ser duro e desleal.
No ano de 1998, escrevi uma monografia universitária de nome "O Grande Meggido". Nela eu afirmei que Bush seria candidato a presidência. E que ele venceria a eleição pois o partido democrata não ajudaria Al Gore. E afirmei que Bush faria um governo desastroso entregando o país quebrado ao seu sucessor. BINGO!!! Acertei mais uma na mosca, pena que não tive recursos para publica-lo. Meu raciocínio foi simples, fiz as contas e ví que Bush estaria completando nos EUA o domínio de 27 anos de GOG o Anti-Cristo da visão de Nostradamus e João.
sem opinião
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Vladimir Tzonev (142) 10/10/2008 14h36
Vladimir Tzonev (142) 10/10/2008 14h36
COMENTÁRIO SOBRE A MATÉRIA: "10/10/2008 - 09h31
Pesquisa aponta vitória inédita de Obama em Colégio Eleitoral
O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama... pela primeira vez... superou os 270 votos necessários no Colégio Eleitoral para ganhar a eleição de 4 de novembro.
.. o senador democrata tem 277 votos eleitorais contra apenas 158 da chapa republicana. Outros 103 votos continuam em acirrada disputa, mas, mesmo considerando que John McCain ganhe todos, ele perderia para o rival democrata.
...Esta conquista é muito mais representativa para Obama do que as pesquisas de intenção de voto, já que a eleição nos Estados Unidos é indireta...
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sabem porque a lingua escrita em frances e ingles é tão diferente da falada?
era a maneira encontrada, na idade média, para dificultar a alfabetização dos pobres e assim impedir a sua ascenção social.
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e um sistema eleitoral, como o americano, tão complexo, longo, indireto e no qual é necessário ter muito dinheiro para propaganda eletoral, porque lá não tem horário gratuíto na tv, comos temos no brasil?
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pode ser chamado de democrático?
é feito para favorecer a quem?
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passam um ano em campanha eleitoral, para governar...só 4 anos!
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eu, que nada tenho a ver com esta eleição, já estou cansado e de saco cheio, imagine os candidatos...
sem opinião
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Luiz Castro (108) 10/10/2008 13h43
Luiz Castro (108) 10/10/2008 13h43
A campanha de MacCain entrou em um círculo vicioso, precisam mostrar soluções concretas e viáveis às propostas democratas e ao mesmo tempo desconstruir o candidato, mas como os ataques não fazem efeito eles deixaram de mostrar soluções e assim se distanciam da crise que destroi a economia americana. O tom dos ataques chega ao ponto de pessoas da platéia pedirem que se mate Obama, uma vergonha que só acontece devido à regressão moral de um povo que se deixou levar pelo extremismo religioso aliado à arrogância, se acham semi-deuses no planeta mas não percebem a decadência a que se submeteram nas últimas décadas. A derrocada financeira que ora destroi a economia é só a ponta do problema maior. A américa tem uma dívida interna monstruosa e com a recessão que vive na atualidade tudo vai colaborar para uma piora significativa no "american way of life". Nesse ponto da situação os americanos são o maior perigo para a humanidade, pois vão querer recuperar o prejuizo nas costas dos que sempre tiveram pouco. A engrenagem que faz a américa funcionar precisa de combustível, e este se chama petróleo, tudo no país funciona com ele, usinas termoelétricas para produzir eletricidade são abastecidas por diesel 24 horas por dia, aquecimento no inverno, gas para se cozinhar, combustível para automóveis, máquinas... tudo. MacCain sabe que o Iraque é antes de tudo um investimento em petróleo, por isso quer continuar por lá mais mil anos. Nós brasileiros precisamos ficar atentos com Tupi. 9 opiniões
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