Mundo
25/07/2008 - 08h42

Depois de episódio polêmico, rei espanhol recebe Chávez em Mallorca

da France Presse, na Espanha
da Efe

O rei Juan Carlos 1º da Espanha recebeu, nesta sexta-feira, o presidente venezuelano Hugo Chávez no palácio de Marivent, em Palma de Mallorca, no primeiro encontro dos dois depois do polêmico episódio ocorrido em novembro passado, quando o rei perguntou ao líder venezuelano: "Por que você não se cala?".

Veja vídeo do encontro.

Don Juan Carlos recebeu o presidente com um afetuoso aperto de mãos. Chávez chegou ao palácio pouco antes das 11h30 (6h30 de Brasília), com 45 minutos de atraso em relação à hora prevista.

Efe
O presidente venezuelano, Hugo Chávez (à esq.) ao lado do rei espanhol Juan Carlos 1º
O presidente venezuelano, Hugo Chávez (à esq.) ao lado do rei espanhol Juan Carlos 1º

O rei agradeceu a visita de Chávez, que perguntou ao soberano: "Por que não vamos à praia?".

"Eu me sinto como se estivesse em Cuba, Jamaica ou Margarita", acrescentou o presidente venezuelano, entre sorrisos, em referência ao calor que atinge este verão a ilha do arquipélago mediterrâneo das Baleares.

Juan Carlos 1º recebeu Chávez do lado de fora da casa, onde os dois se cumprimentaram com um aperto de mão e trocaram tapas nas costas, e depois posaram para os fotógrafos.

Após a troca de saudações, os dois se reuniram com os ministros de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, e da Venezuela, Nicolás Maduro, além do ministro da Energia e Petróleo venezuelano, Rafael Ramírez Carreño.

Relações normalizadas

O governo espanhol quer dar agora o "respaldo definitivo" à normalização das relações, um objetivo retificado publicamente pela Embaixada da Venezuela, em Madri, em comunicado à imprensa.

Uma dezena de pessoas pertencentes a organizações de apoio à revolução bolivariana, tanto de nacionalidade venezuelana quanto espanhola, esperavam nas portas do Palácio de Marivent.

As pessoas reunidas gritavam "presidente, presidente", diante da presença do dirigente venezuelano, que acenou do carro.

As duas autoridades viveram um momento polêmico na reunião da Cúpula Ibero-americana do Chile, em novembro de 2007.

Na ocasião, o rei da Espanha soltou a agora célebre exclamação "Porque você não se cala?" de tão irritado com a verborragia do presidente da Venezuela.

Chávez insistia em interromper o premiê espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, que tentava defender seu predecessor, o conservador José María Aznar, das duras críticas feitas pelo presidente venezuelano, que o chamou de "fascista".

Após a reunião, Chávez viaja a Madri para se encontrar com Zapatero, com quem terá um almoço de trabalho e oferecerá uma entrevista coletiva.

Comentários dos leitores
Antonio Ribeiro (20) 25/07/2008 10h47
Antonio Ribeiro (20) 25/07/2008 10h47
SAO PAULO / SP
O rei da Espanha que descuidamente mandou o presidente Chávez se calar, agora teve que ouví-lo. O hoem está montado em barrís de Petróleo, daí sua força. Engraçado são os fascistóides brasileiros, quando se referem a Chávez. O presidente venezuelano e é útil como contraponto ao império norte-americano na América Latina. Quanto à frase do rei, pode ser considerada ao resquício do fascismo franquista. Ele foi educado sob os preceitos da ditadura do sanguinário lider da direita radical espanhola.
ANTÔNIO RIBEIRO - escritor e tetrólogo
sem opinião
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Sidnei Liberal (3) 25/07/2008 10h17
Sidnei Liberal (3) 25/07/2008 10h17
BRASILIA / DF
Que srá que o autor da matéria (ou da tradução) entende por verborragia de Chávez. será o fato de não se submeter aos colonizadores? sem opinião
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Alessandro Tadeu Perico (16) 06/03/2008 17h33
Alessandro Tadeu Perico (16) 06/03/2008 17h33
CAMPINAS / SP
Chaves, Chaves, Chaves, todos ligados na TV (acho que é isso mesmo), esse pelo menos tem a sua graça.
Agora, muito próxima do Brasil temos um outro Chavez, este infelizmente assumiu a presidência de um País. Vejamos se podemos defini-lo:
Leopoldo Galtieri 1981-1982
Hugo Suárez 1971-1978
Emílio Garrastazu Médici 1969-1974
Augusto Pinochet 1973-1990
Fidel Castro 1959-2008
Rafael Trujillo 1930-1961
Maximiliano Martínez 1931-1944
Jean-Claude Duvalier ("Baby Doc") 1971-1986
Anastácio Somoza 1967-1979
Alfredo Stroessner 1954-1989
Mistura tudo e vai dar no que deu, esse arremedo de ditador. O problema foi com a Bolivia e a Colombia, dá para alguém explicar porque ele se meteu no meio, Chavez e sua agregados são um perigo real a democrácia na América latina, um câncer que se instalou e que vai ser dificil de extirpa-lo.
Pergunta: se fosse no nosso território (o que conforme reportagens acontece com certa frequência), o que fariamos? reagiriamos como reagimos com a Bolivia quando tomou a força os investimentos da Petrobras no País, e respondemos com mais investimentos da Petrobrás. Como reagiriamos com Chaves que fala, e muito mais grosso, que seu capacho Evo Morales?
Chaves é um perigo real e imediato, só não vê quem não quer.
A tempo, para todos os defensores do Fidel e seu pupilo Chaves, se lá é tão bom, vai morar lá, ou quando for sair de férias, em vez de Paris, visita a ilha e contribua com sua economia e alegre o pobre e bondoso coração de Fidel.
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