Obama e Sarkozy reiteram pedido por mais tropas no Afeganistão
colaboração para a Folha Online
O provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, participou, nesta sexta-feira, em Paris, de uma entrevista coletiva com o presidente francês, Nicolas Sarkozy na qual ambos reiteraram pedidos para que sejam ampliadas as forças militares para o combate ao terrorismo no Afeganistão.
"Esta é uma guerra que precisamos ganhar", disse Obama, sobre os esforços de combate ao Taleban e à rede terrorista al Qaeda, no Afeganistão. Ele disse ainda que os EUA precisam enviar mais tropas ao país para "terminar o trabalho" que começaram após nos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.
Sarkozy pediu também por mais tropas no afeganistão, uma decisão que Obama elogiou como "corajosa". O presidente francês conversou a portas fechadas com o democrata antes da entrevista coletiva.
| Jim Youn/Reuters |
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| Barack Obama e Nicolas Sarkozy participam de entrevista coletiva conjunta, em Paris, e pedem por mais soldados no Afeganistão |
Na Alemanha, de onde veio Obama após um elogiado discurso para cerca de 200 mil pessoas, a chanceler Angela Merkel deixou claro que se opõe a proposta de reforçar as tropas multinacionais da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) no país.
Em discurso aos berlinenses, Obama pediu maior aliança entre EUA e os parceiros da Otan para combater o terrorismo, um dos desafios globais do século 21. "Nenhuma nação é forte o bastante para combater o perigo do terrorismo", disse, ovacionado pelo público presente. "Os riscos estão além das fronteiras e somente uma aliança pode fazer frente aos desafios do século 21", completou.
O combate no Afeganistão foi um dos temas centrais da viagem internacional de Obama pelo Oriente Médio e Europa. O democrata foi ao país em sua primeira parada e reiterou, após conversas com o presidente afegão e as tropas americanas no país, que será necessário um reforço nas tropas para combater o terrorismo.
Na entrevista em Paris, Obama falou também de outro dos "desafios do século 21", o polêmico programa nuclear iraniano. O senador por Illinois disse que o Irã deveria aceitar a proposta da União Européia de interromper o enriquecimento de urânio, que algumas nações associam à construção de armas nucleares enquanto o Irã defende que usa o programa apenas para produção de energia.
Aos repórteres, Obama disse ainda que o país não deve esperar que o próximo presidente dos EUA que assumir reduza a pressão sobre seu programa nuclear. "Não esperem o próximo presidente porque a pressão, eu acredito, só vai aumentar", disse.
Amigo
Obama disse ainda que tanto ele quanto Sarkozy concordam que a questão nuclear iraniana "é uma situação extremamente grave" e que o mundo "deve ensinar uma mensagem forte para pôr fim a seu programa nuclear ilícito".
Sarkozy disse em entrevista ao jornal "Le Figaro", publicado nesta sexta-feira, que Obama é seu amigo. "Ao contrário de meus conselheiros da célula diplomática, nunca acreditei nas possibilidades de Hillary Clinton. Sempre achei que Obama seria designado", revela Sarkozy.
A visita do senador americano será rápida, já que Obama "reservou o jantar para o primeiro-ministro britânico Gordon Brown", aponta o "Le Figaro".
"Sou o único francês que o conhece", disse ainda Sarkozy, que esteve com Barack Obama em 2006, no Congresso, em Washington, e diz ter "boas recordações" desse encontro.
Com Associated Press, France Presse e Efe
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Para saber mais sobre os bastidores da politica americana, sugiro que assista a dois documentários: Why We Fight e Zeitgeist. O segundo é encontrado no Google Video.
Abs
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Sara Pallin foi brilhante, mas muito articial, não se defendeu de nenhuma das criticas, apenas acusou.
Não consigo acreditar que exista um povo no mundo que vá votar pela continuidade do status atual do governo americano.
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