McCain acusa Obama de "defender a derrota" no Iraque
da France Presse, em Washington
colaboração para a Folha Online
O candidato republicano à Casa Branca John McCain criticou fortemente nesta sexta-feira as posições de seu rival democrata Barack Obama sobre o Iraque, afirmando que o senador de Illinois deseja a derrota. Como resposta, o democrata afirmou em entrevista que ficou "decepcionado" a linguagem utilizada pelo rival.
"Obama não se limitou a defender a derrota, ele também tentou transformá-la em lei", disse McCain durante um comício em Denver (Colorado, oeste dos EUA) diante de uma platéia de veteranos de guerra.
O senador de Arizona citou 15 vezes o nome de seu adversário, afirmando que ele "fracassou" no teste para se tornar comandante-chefe. McCain acusou Obama de ter se oposto ao envio de reforços ao Iraque, de ter tentado impedir que este envio transcorra em boas condições e de ter "antecipado a derrota dos nossos soldados".
"Quando nossos soldados estavam combatendo o inimigo, o senador Obama tentou cortar seus recursos", disse McCain, lembrando que o senador de Illinois foi um dos 14 que votaram contra a aprovação de uma lei para liberar uma verba de emergência para a guerra no Iraque e no Afeganistão, em maio de 2007. "Se a posição de Obama tivesse prevalecido, teríamos perdido estas duas guerras", afirmou McCain.
"Se o senador Obama tivesse vencido, os soldados americanos teriam tido que se retirar sob fogo. O Exército iraquiano teria desmoronado. As perdas civis teriam aumentado significativamente. Os combatentes da Al Qaeda teriam criado verdadeiros santuários para treinar iraquianos e estrangeiros a atacar os americanos. A guerra civil, um genocídio e uma ampliação do conflito teriam sido prováveis", acrescentou o candidato republicano.
"O senador Obama diz aos americanos o que eles querem ouvir. Eu falo a verdade", completou McCain.
Resposta
Em entrevista para a rede NBC de televisão, Obama disse que não está de acordo com McCain na política, mas nunca duvidou que ambos querem "fazer dos EUA um país mais seguro".
"Acho que foi infeliz da parte dele sugerir que eu me preocupo menos com a segurança de minha mulher e de minhas filhas do que ele", acrescentou.
O senador democrata disse que, se for eleito presidente, retirará a maior parte das tropas americanas no Iraque nos primeiros 16 meses depois de assumir o cargo, uma estratégia que, segundo McCain, coloca em perigo a segurança das tropas.
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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