China transformará em memorial cidades mais devastadas por terremoto
da Efe, em Pequim
As cidades de Beichuan e Yingxiu, as mais devastadas pelo terremoto de 12 de maio, não serão reconstruídas, para que se transformem em memoriais da catástrofe, informou hoje a imprensa estatal chinesa.
Além de Beichuan e Yingxiu, onde mais de 80% dos prédios ficaram destruídos, também não serão reconstruídas uma fábrica de turbinas em Mianzhu e uma área turística em Dujiangyan, todos os pontos na província de Sichuan (sudoeste).
Um painel de especialistas em patrimônio cultural escolheu os quatro locais como parte de um projeto para a criação de um museu do terremoto de Wenchuan (distrito onde foi localizado o epicentro do tremor), que deve demorar de dois a três anos para ficar pronto.
O propósito do museu é "servir de testemunho e lembrança do terremoto, além de local para homenagens às vítimas", disse Li Yaoshen, da Administração Estatal de Herança Cultural da China.
Também será construído um muro com nomes, idades e fotos de todos os mortos no terremoto (quase 90 mil, segundo os últimas dados).
Somente 2.300 dos 9 mil habitantes de Yingxiu, a mais próxima ao epicentro, sobreviveram, e Beichuan perdeu 8.600 de seus 13 mil moradores.
Os sobreviventes de Beichuan viverão em uma cidade que será construída a 35 quilômetros do local original.
Leia mais
- China muda lei do filho único para região de terremoto
- Tremor de 5,3 graus na escala Richter sacode o oeste da China
- Traumatizadas, pandas ganham carinho especial após terremoto na China
- Pais reivindicam investigação dois meses após terremoto em Sichuan
- Primeira escola de região atingida por terremoto na China retoma as aulas
Especial


