Pequim nega envolvimento de grupo uigur em atentados
da Efe, em Pequim
Autoridades chinesas negaram hoje que o Partido Islâmico do Turquestão tenha perpetrado cinco atentados nos últimos meses no país, e disseram que a reivindicação do grupo separatista uigur não era verdadeira, informou a imprensa local.
Em um vídeo, um comandante do Partido Islâmico do Turquestão reivindicou a autoria de cinco ataques, entre eles a explosão em um ônibus de Xangai no dia 5 de maio (três mortos) e as três bombas em diferentes ônibus de Kunming, sul da China, onde morreram duas pessoas.
Horas depois de a organização americana InterlCenter, dedicada ao rastreamento de grupos terroristas internacionais, divulgar esta reivindicação, as autoridades chinesas a desmentiram, alegando que os ataques, embora "deliberados", não respondiam à pauta de "atentados terroristas".
No vídeo, aparentemente feito no dia 23 de julho, o grupo uigur assegura que seu objetivo é atacar os pontos mais críticos relacionados com os Jogos Olímpicos, "atingindo importantes cidades chinesas gravemente, usando táticas nunca antes empregadas".
O Partido Islâmico do Turquestão ameaça fazer uso de terroristas suicidas e até mesmo de armas biológicas, e aponta como alvos pontos turísticos, áreas de lazer, hotéis, aeroportos e estações de trem.
Alguns analistas asseguram que o Partido Islâmico de Turquestão é, na verdade, a organização Partido Islâmico do Turquestão Oriental, a principal organização separatista uigur, que a China considera uma de seus maiores ameaças terroristas.
O Turquestão Oriental é o nome usado pelos grupos separatistas para se referir a Xinjiang, região autônoma no noroeste da China, onde vive uma grande população muçulmana.
Grupos de direitos humanos acusam a China de usar a guerra contra o terrorismo nessa região para aumentar sua repressão contra a população muçulmana.
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