Mundo
27/07/2008 - 13h00

Obama não entende o que está em jogo no Iraque, diz McCain

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da Folha Online

O provável candidato republicano à Presidência dos EUA, o senador pelo Estado do Arizona John McCain, disse que seu oponente democrata, o senador por Illinois Barack Obama, "não entende o que está em jogo" na guerra do Iraque.

Em entrevista transmitida neste domingo pela rede americana de TV ABC, McCain disse que não questiona o patriotismo de Obama quando disse que o democrata prefere perder a guerra a perder a eleição, mas disse que a posição dele sobre o assunto é política.

"O senador Obama não entende. Ele não entende o que está em jogo aqui. E ele escolheu tomar um rumo político que o ajudaria a conseguir a nomeação de seu partido (...) Se tivéssemos feito o que o senador Obama queria ter feito, teria havido caos, genocídio, um aumento da influência do Irã, talvez o estabelecimento de uma base da Al Qaeda de novo", disse McCain.

Nessa semana, o senador republicano disse: "O senador Obama preferiria perder uma guerra a fim de vencer uma campanha política".

À ABC, McCain disse que o Iraque agora é "um aliado estável na região" do Oriente Médio, apesar de ainda se opor ao plano de Obama para uma retirada das tropas americanas do país dentro de 16 meses. Na semana passada, no entanto, o republicano disse que esse era "um prazo bastante bom" para tirar os soldados americanos do Iraque. Hoje, ele esclareceu sua posição, dizendo que as condições do país é que determinarão quando os soldados poderão voltar para os EUA.

"Todo prazo ditado pelas condições é bom. O prazo não pode ser ditado por uma data artificial, mas pelas condições do território, pelas condições de segurança", disse.

McCain também procurou moderar seu comentário sobre a exclusão da Rússia do G8 (grupo que, além dos EUA e da Rússia, reúne Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão e Reino Unido). "Queremos um comportamento melhor da Rússia no cenário internacional. E temos todo o direito de esperar isso", afirmou.

O comitê de campanha de McCain acusou Obama de "romper seu compromisso" com os soldados feridos em combate no Iraque e no Afeganistão por cancelar uma visita a um hospital militar na Alemanha. "Foram oferecidas várias explicações, nenhuma convincente, mas cada uma contrária às declarações de líderes militares americanos na Alemanha e no Washington", disse em nome do comitê de campanha de McCain o tenente-coronel reformado do Exército Joe Repya.

A campanha de Obama disse que a acusação foi "gravemente inapropriada". O comitê de Obama explicou que a visita foi suspensa por conselho de um assessor militar, que advertiu que a visita ao hospital podia ser percebida como um ato com motivações políticas e, portanto, ser objeto de mais críticas dos republicanos. O Pentágono explicou que nunca proibiu que Obama visitasse o hospital de Landstuhl, mas alertou que não poderia fazer isto se fosse acompanhado de jornalistas e membros de seu comitê.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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