Mundo
27/07/2008 - 15h52

Obama diz que EUA precisam de mais tropas para estabilizar Afeganistão

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da Efe, em Washington

O provável candidato democrata à Presidência dos EUA, Barack Obama, disse neste domingo que o Afeganistão continua enfrentando problemas de narcotráfico e presença de terroristas, o que faz com que sejam "necessárias mais tropas" para estabilizar o país.

Em sua primeira aparição pública após uma turnê internacional de nove dias, Obama participou de um fórum diante de cerca de seis mil jornalistas dos Estados Unidos no qual defendeu a viagem pelo Oriente Médio e Europa e seus planos em questão de política externa.

Na sua opinião, o Afeganistão deve ser a principal frente da luta contra o terrorismo diante da presença perene dos talebans e da rede terrorista Al Qaeda e do fato de usarem o Paquistão como um santuário.

"Vamos necessitar de mais tropas no Afeganistão e de ajuda do Paquistão para eliminar estes santuários", declarou Obama, que reiterou em várias ocasiões que uma das prioridades dos EUA deve ser melhorar as condições do país.

Caso a Al Qaeda e os talebans "possam atuar com impunidade" será mais difícil conseguir a estabilidade do Afeganistão, afirmou. Ele também advertiu que o mundo não deve permitir "uma corrida nuclear armamentista no Oriente Médio".

Por outro lado, Obama reconheceu que as condições melhoraram no Iraque e que os soldados americanos ajudaram a estabilizar este país e a consolidar o processo político entre as diversas facções. "Reconheci que a presença de tropas ajudou a diminuir a violência, o assunto não é se mudei ou não de posição", mas sim fomentar condições para a estabilidade do Iraque, argumentou.

Durante o encontro com jornalistas, Obama defendeu sua viagem e disse que a recepção que teve é um "testemunho do quanto os europeus esperam da liderança americana".

Longe de ter motivações políticas, como acusa a campanha de seu rival republicano, John McCain, a viagem tinha o propósito de buscar uma maior aproximação com países aliados dos EUA, disse o comitê de campanha de Obama.

Neste sentido, durante uma sessão de perguntas do público, Obama rejeitou críticas que atuava com "audácia", como se estivesse postulando o cargo de "presidente do mundo".

Desta forma, Obama lembrou à audiência que se reuniu com quase todos os líderes com os quais se reuniu o senador McCain pouco após conseguir sua candidatura, viajando para Canadá, México e Colômbia. "Ninguém supôs que isto era audaz. Reconheço que o fizemos muito bem e isto não deveria contar contra mim", declarou Obama.

Queationado sobre imigração, Obama reiterou sua posição de que o problema "não é o número de imigrantes" aceito pelos EUA, mas um sistema falho que permite "esperas de dez anos" e que obriga muitos a entrarem ilegalmente.

Ele também reiterou seu apoio a uma reforma migratória "realista" que castigue aqueles que contratam e exploram os imigrantes ilegais, que aumente a segurança fronteiriça e que permita um caminho para a legalização da população clandestina.

Obama também deixou claro que sua ausência do país não o impediu de estar por dentro dos assuntos internos, o que o levou a elogiar ontem a aprovação ontem no Congresso de um plano de resgate do setor hipotecário.

Ele acrescentou que amanhã se reunirá com diversos assessores econômicos para avaliar as necessidades do país, atingido pelo aumento dos preços da gasolina, os problemas de segurança no setor do trabalho e desafios nos programas de previdência. Obama disse que seria necessário aprovar um segundo plano de estímulo para os contribuintes.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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