Mundo
27/07/2008 - 19h21

Obama e McCain trocam ataques ao defenderem seus planos de governo

Publicidade

da Efe, em Washington

Os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama e John McCain, defenderam neste domingo seus respectivos planos de governo com uma onda de ataques mútuos no assunto política externa, quando faltam poucos meses para as eleições gerais no país.

A Guerra do Iraque, a economia e a imigração foram algumas das questões que centraram a ofensiva dos dois candidatos em um momento no qual, segundo algumas pesquisas, McCain está diminuindo a vantagem do senador democrata.

Em Chicago, Obama compareceu à conferência "Unity" de cerca de 6 mil jornalistas, em sua primeira aparição pública após uma viagem de nove dias por Iraque, Afeganistão, Oriente Médio e Europa.

Obama negou que sua viagem, na qual conseguiu projetar uma imagem de líder mundial, fosse "audaz", pois, na sua opinião, não foi nada diferente das viagens que McCain realizou para Canadá, Colômbia e México após conseguir a candidatura republicana.

"Ninguém supôs que isto era audaz. Reconheço que o fiz muito bem e que isto não deveria contar contra mim", disse Obama arrancando risos e aplausos do público.

Para Obama, a recepção que obteve é um "testemunho de quão famintos estão os europeus pela liderança americana" e de estabelecer "certo vínculo de confiança" com líderes mundiais.

Enquanto isto, McCain, que não esteve na conferência da "Unity" e que não teve nenhum ato público, aproveitou vários eventos para atacar Obama no campo da política externa, sobretudo pelas repercussões que teria uma retirada prematura do Iraque.

Em uma entrevista à emissora "CNN", McCain disse que não questiona o patriotismo de Obama, mas que o envio extra de tropas dos EUA surtiu efeito e é uma estratégia que sempre defendeu.

A emissora ABC divulgou outra entrevista na qual o candidato republicano disse que o apoio de Obama a uma retirada do Iraque foi uma "decisão política para conseguir a candidatura de seu partido."

Obama, por outro lado, "não entende a importância desta vitória, nem as conseqüências de um fracasso ou os benefícios do êxito", continuou o senador republicano do Arizona.

Logo depois, o comitê de campanha de McCain divulgou uma nota na qual detalhou as supostas mudanças de posição de Obama na questão do Iraque.

Na conferência da qual tomou parte hoje Obama reconheceu que as tropas ajudaram a estabilizar o Iraque, mas afirmou que os EUA devem colocar mais atenção nos problemas que persistem no Afeganistão, como o narcotráfico e a contínua presença da Al Qaeda e os talebans.

Obama mantém sua posição de que iniciar uma Guerra do Iraque foi um erro, pois, entre outras coisas, custa ao país cerca de US$ 10 bilhões por mês.

O senador democrata por Illinois apóia a retirada das tropas em um prazo de 16 meses caso assuma as rédeas do governo, enquanto McCain afirma que apesar de esta definição de datas ser "muito boa", a saída dos EUA do Iraque dependerá das condições no local.

Sobre a imigração, Obama reiterou que apóia uma reforma migratória integral, pois o problema migratório se deve em parte a um sistema falho que permite "esperas de dez anos" e que obriga muitos a entrarem ilegalmente.

McCain disse à "CNN" que apóia um programa de legalização "para muitos, não para todos", mas que este será iniciado apenas se a segurança fronteiriça melhorar primeiro.

Obama disse aos jornalistas que amanhã concentrará sua atenção nos problemas que atingem a economia, como o aumento nos preços da gasolina, a segurança no trabalho e os programas de previdência.

Com esta idéia se reunirá com vários assessores econômicos, entre eles o investidor milionário Warren Buffet, o presidente da Google, Eric Schmidt, o ex-secretário do Tesouro, Robert Rubin, e o ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Paul Volcker.

O objetivo será para discutir a viabilidade de um segundo estímulo fiscal e soluções para o setor energético, disse à rede "NBC".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca