De volta aos EUA, Obama retoma discurso sobre crise econômica
da Folha Online
O provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, retornou neste fim de semana de uma viagem à Europa e Oriente Médio e, nos Estados Unidos, ele retoma o tema de maior preocupação dos eleitores: a crise econômica e financeira.
"O que nos preocupa em todo o país agora é a sua incapacidade de pagar o combustível e a comida porque os preços estão subindo de maneira vertiginosa", afirmou Obama em entrevista à rede NBC, neste domingo.
Já no avião que o trouxe de volta de Londres, a última parada de uma viagem na qual ele buscou fortalecer suas credenciais em assuntos internacionais e de segurança nacional, ele contou aos repórteres que pretendia mudar o foco rapidamente para a economia e outros assuntos domésticos.
O senador por Illinois anunciou que vai se encontrar, nesta segunda-feira em Washington, com os seus principais conselheiros econômicos, entre eles o investidor e filantropo Warren Buffet, o presidente da Google, Eric Schmidt, o ex-secretário do Tesouro, Robert Rubin, e o ex-presidente do Federal Reserve, Paul Volcker.
Seu objetivo, explicou, é estudar as possibilidades de estabelecer um segundo plano de reativação e de fazer baixar o preço do combustível nos postos de gasolina. Se for eleito presidente, disse ainda, seu primeiro pedido ao Congresso será um pacote de estímulos econômicos para tentar reviver a economia em desaceleração.
Tanto Obama quanto seu rival republicano, John McCain, concordam em culpar a falta de planejamento do governo de George W. Bush pela atual crise econômica do país e, principalmente, pela alta nos preços dos combustíveis.
"O fato é que nós deveríamos, nos últimos 20 anos, ter planejado para este dia", disse o democrata à NBC.
Alerta
A retomada do discurso sobre economia --que, segundo pesquisas, é o tema de maior influência entre os eleitores neste ano-- pode indicar também um esforço para recuperar o espaço perdido para McCain.
Em viagem internacional por mais de uma semana, Obama voltou aos EUA diante da notícia de que McCain ganhou espaço em Estados cruciais, onde a economia e a questão energética são fundamentais para os eleitores.
Segundo pesquisa da Universidade Quinnipiac, McCain está melhor em Colorado, Minnesota, Michigan e Wisconsin e se favorece por ser o provável candidato com propostas mais amplas --e controversas, segundo analistas-- para resolver a dependência americana no petróleo estrangeiro e, conseqüentemente, o aumento constante do preço dos combustíveis.
"Eles normalmente apóiam Obama, mas com a questão energética ganhando importância, o grupo representa uma oportunidade para o republicano", indicou Peter Brown, diretor assistente do instituto de pesquisa da universidade.
No Colorado, McCain perdia por cinco pontos percentuais para Obama no começo do mês e agora lidera com 46% das intenções de voto contra 44% do democrata.
Em Michigan, Minnesota e Wisconsin, Obama ainda lidera as intenções de voto, mas, graças ao apoio entre independentes, McCain reduziu a vantagem do rival. No primeiro Estado, ele agora perde por apenas quatro pontos percentuais (46% a 42%). Já em Wisconsin, ele reduziu em dois pontos percentuais a diferença de Obama, com 39% das intenções de voto contra 50% do senador democrata.
Mas o melhor resultado foi em Minnesota, onde os republicanos farão sua convenção nacional que oficializará a candidatura de McCain. Embora ainda perca por 46% a 44%, McCain reduziu a margem de 17 pontos percentuais de seu rival no Estado.
"A bolha pós-nomeação de Obama não estourou, mas está vazando um pouco. Foi um bom mês para o senador John McCain. Seu movimento em seus Estados cruciais reflete a disputa acirrada que vemos no cenário nacional", completou Brown.
Embora os resultados ainda não mudem a liderança de Obama, eles apontam que o republicano McCain está ganhando espaço em economia --tema que o senador por Arizona já admitiu ser seu ponto mais fraco diante do rival.
Com France Presse e Associated Press
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Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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