Mundo
28/07/2008 - 07h50

De volta aos EUA, Obama retoma discurso sobre crise econômica

Publicidade

da Folha Online

O provável candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, retornou neste fim de semana de uma viagem à Europa e Oriente Médio e, nos Estados Unidos, ele retoma o tema de maior preocupação dos eleitores: a crise econômica e financeira.

"O que nos preocupa em todo o país agora é a sua incapacidade de pagar o combustível e a comida porque os preços estão subindo de maneira vertiginosa", afirmou Obama em entrevista à rede NBC, neste domingo.

Já no avião que o trouxe de volta de Londres, a última parada de uma viagem na qual ele buscou fortalecer suas credenciais em assuntos internacionais e de segurança nacional, ele contou aos repórteres que pretendia mudar o foco rapidamente para a economia e outros assuntos domésticos.

O senador por Illinois anunciou que vai se encontrar, nesta segunda-feira em Washington, com os seus principais conselheiros econômicos, entre eles o investidor e filantropo Warren Buffet, o presidente da Google, Eric Schmidt, o ex-secretário do Tesouro, Robert Rubin, e o ex-presidente do Federal Reserve, Paul Volcker.

Seu objetivo, explicou, é estudar as possibilidades de estabelecer um segundo plano de reativação e de fazer baixar o preço do combustível nos postos de gasolina. Se for eleito presidente, disse ainda, seu primeiro pedido ao Congresso será um pacote de estímulos econômicos para tentar reviver a economia em desaceleração.

Tanto Obama quanto seu rival republicano, John McCain, concordam em culpar a falta de planejamento do governo de George W. Bush pela atual crise econômica do país e, principalmente, pela alta nos preços dos combustíveis.

"O fato é que nós deveríamos, nos últimos 20 anos, ter planejado para este dia", disse o democrata à NBC.

Alerta

A retomada do discurso sobre economia --que, segundo pesquisas, é o tema de maior influência entre os eleitores neste ano-- pode indicar também um esforço para recuperar o espaço perdido para McCain.

Em viagem internacional por mais de uma semana, Obama voltou aos EUA diante da notícia de que McCain ganhou espaço em Estados cruciais, onde a economia e a questão energética são fundamentais para os eleitores.

Segundo pesquisa da Universidade Quinnipiac, McCain está melhor em Colorado, Minnesota, Michigan e Wisconsin e se favorece por ser o provável candidato com propostas mais amplas --e controversas, segundo analistas-- para resolver a dependência americana no petróleo estrangeiro e, conseqüentemente, o aumento constante do preço dos combustíveis.

"Eles normalmente apóiam Obama, mas com a questão energética ganhando importância, o grupo representa uma oportunidade para o republicano", indicou Peter Brown, diretor assistente do instituto de pesquisa da universidade.

No Colorado, McCain perdia por cinco pontos percentuais para Obama no começo do mês e agora lidera com 46% das intenções de voto contra 44% do democrata.

Em Michigan, Minnesota e Wisconsin, Obama ainda lidera as intenções de voto, mas, graças ao apoio entre independentes, McCain reduziu a vantagem do rival. No primeiro Estado, ele agora perde por apenas quatro pontos percentuais (46% a 42%). Já em Wisconsin, ele reduziu em dois pontos percentuais a diferença de Obama, com 39% das intenções de voto contra 50% do senador democrata.

Mas o melhor resultado foi em Minnesota, onde os republicanos farão sua convenção nacional que oficializará a candidatura de McCain. Embora ainda perca por 46% a 44%, McCain reduziu a margem de 17 pontos percentuais de seu rival no Estado.

"A bolha pós-nomeação de Obama não estourou, mas está vazando um pouco. Foi um bom mês para o senador John McCain. Seu movimento em seus Estados cruciais reflete a disputa acirrada que vemos no cenário nacional", completou Brown.

Embora os resultados ainda não mudem a liderança de Obama, eles apontam que o republicano McCain está ganhando espaço em economia --tema que o senador por Arizona já admitiu ser seu ponto mais fraco diante do rival.

Com France Presse e Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca