Mundo
28/07/2008 - 08h21

China diz estar preocupada com encontro entre dalai-lama e McCain

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da Folha Online

O governo chinês disse, nesta segunda-feira, estar "profundamente preocupado" com o encontro entre o provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, e o líder espiritual do Tibete, dalai-lama.

"A China está seriamente preocupada com isso", disse o porta-voz oficial do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Liu Jianchao, que reiterou que o governo de seu país considera o tema do Tibete um assunto interno.

McCain encontrou-se com o dalai-lama nesta sexta-feira (25) em Colorado, nos EUA, e pediu ao governo chinês que leve em consideração os direitos humanos e liberte os prisioneiros tibetanos.

Jordan Curet-25jul.08/Reuters
U.S. Republican presidential candidate Senator John McCain (R-AZ) meets with the Dalai Lama in Aspen, Colorado, July 25, 2008. McCain slammed Democratic rival Barack Obama on Friday for poor judgement on the Iraq war, laying out in sharp terms his argument the Illinois senator should not be commander in chief. REUTERS/Jordan Curet (UNITED STATES) US PRESIDENTIAL ELECTION CAMPAIGN 2008 (USA)
O provável candidato republicano John McCain encontrou-se com o líder espiritual, dalai-lama, e pediu a libertação dos prisioneiros

"Nós nos opomos ao engajamento de dalai-lama em atividades divisivas em qualquer país e em qualquer função e nos opomos a qualquer um usando o dalai-lama para interferir em assuntos internos chineses. Esta posição é consistente e clara", disse o porta-voz.

O comunicado pedia ainda que "as pessoas importantes" dos EUA deixem de apoiar e de se associar ao dalai-lama "e às forças separatistas a favor da independência do Tibete".

O porta-voz pediu que as "pessoas relevantes dos EUA" levem em consideração os princípios básicos das relações internacionais, e percebam a "verdadeira face" do dalai-lama em relação à separação da China e à destruição da estabilidade social e união nacional no Tibete sob o pretexto da religião.

No ano passado, Pequim cancelou várias reuniões com políticos alemães depois que a chanceler, Angela Merkel, se tornou a primeira pessoa no cargo a se encontrar com o dalai-lama.

A China comanda o Tibete com braço-de-ferro desde que as suas tropas invadiram a região em 1950. O governo chinês acusa o dalai-lama, exilado desde 1959, de ser separatista e apoiar a violência.

Dalai-lama nega apoiar ataques violentos e diz que quer apenas a verdadeira autonomia da região e não a independência.

McCain

McCain teve um encontro de 45 minutos com o dalai-lama, que está em Aspen para uma conferência. Após a reunião, McCain falou a repórteres sobre a questão da autonomia do Tibete. "Eu encorajo os líderes chineses a se engajarem e progredirem nos diálogos com representantes de sua Santidade (dalai-lama)", afirmou McCain.

"Eu encorajo o governo chinês a libertar os presos políticos tibetanos, dar informações sobre os "desaparecidos" desde os protestos em março e se engajar em conversas significativas por uma autonomia genuína para o Tibete", acrescentou.

McCain também disse acreditar que os Jogos Olímpicos de Pequim são uma boa oportunidade para a China demonstrar que reconhece os direitos humanos.

Já o líder tibetano afirmou que McCain mostrou uma preocupação genuína pelos direitos humanos, democracia e meio ambiente na China, mas não o endossou na corrida presidencial americana.

Com Efe e Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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