China diz estar preocupada com encontro entre dalai-lama e McCain
da Folha Online
O governo chinês disse, nesta segunda-feira, estar "profundamente preocupado" com o encontro entre o provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, e o líder espiritual do Tibete, dalai-lama.
"A China está seriamente preocupada com isso", disse o porta-voz oficial do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Liu Jianchao, que reiterou que o governo de seu país considera o tema do Tibete um assunto interno.
McCain encontrou-se com o dalai-lama nesta sexta-feira (25) em Colorado, nos EUA, e pediu ao governo chinês que leve em consideração os direitos humanos e liberte os prisioneiros tibetanos.
| Jordan Curet-25jul.08/Reuters |
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| O provável candidato republicano John McCain encontrou-se com o líder espiritual, dalai-lama, e pediu a libertação dos prisioneiros |
"Nós nos opomos ao engajamento de dalai-lama em atividades divisivas em qualquer país e em qualquer função e nos opomos a qualquer um usando o dalai-lama para interferir em assuntos internos chineses. Esta posição é consistente e clara", disse o porta-voz.
O comunicado pedia ainda que "as pessoas importantes" dos EUA deixem de apoiar e de se associar ao dalai-lama "e às forças separatistas a favor da independência do Tibete".
O porta-voz pediu que as "pessoas relevantes dos EUA" levem em consideração os princípios básicos das relações internacionais, e percebam a "verdadeira face" do dalai-lama em relação à separação da China e à destruição da estabilidade social e união nacional no Tibete sob o pretexto da religião.
No ano passado, Pequim cancelou várias reuniões com políticos alemães depois que a chanceler, Angela Merkel, se tornou a primeira pessoa no cargo a se encontrar com o dalai-lama.
A China comanda o Tibete com braço-de-ferro desde que as suas tropas invadiram a região em 1950. O governo chinês acusa o dalai-lama, exilado desde 1959, de ser separatista e apoiar a violência.
Dalai-lama nega apoiar ataques violentos e diz que quer apenas a verdadeira autonomia da região e não a independência.
McCain
McCain teve um encontro de 45 minutos com o dalai-lama, que está em Aspen para uma conferência. Após a reunião, McCain falou a repórteres sobre a questão da autonomia do Tibete. "Eu encorajo os líderes chineses a se engajarem e progredirem nos diálogos com representantes de sua Santidade (dalai-lama)", afirmou McCain.
"Eu encorajo o governo chinês a libertar os presos políticos tibetanos, dar informações sobre os "desaparecidos" desde os protestos em março e se engajar em conversas significativas por uma autonomia genuína para o Tibete", acrescentou.
McCain também disse acreditar que os Jogos Olímpicos de Pequim são uma boa oportunidade para a China demonstrar que reconhece os direitos humanos.
Já o líder tibetano afirmou que McCain mostrou uma preocupação genuína pelos direitos humanos, democracia e meio ambiente na China, mas não o endossou na corrida presidencial americana.
Com Efe e Reuters
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Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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