Mundo
28/07/2008 - 11h11

McCain diz apoiar referendo sobre banimento de ações afirmativas

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da Folha Online

O provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, disse que apóia a proposta dos legisladores do Arizona de realizar um referendo sobre a proibição das ações afirmativas, políticas estaduais e municipais que dão tratamento preferencial para minorias em educação pública e contratação.

Em entrevista à rede de televisão ABC, ele disse que ainda não viu os detalhes da proposta de incluir o referendo na cédula de votação de 4 de novembro, mas que sempre se opôs a cotas. A mesma medida deverá ser tomada em Nebraska e Colorado, conforme afirma reportagem do "Washington Post".

De fato, ao longo dos anos, o seu registro como senador por Arizona mostra que ele se opôs verbalmente a cotas de contratação baseadas em raça. Contudo, ele apoiou propostas para cotas em alguns casos, como quando votou para manter um programa que encoraja o pagamento de 10% dos gastos em construções de estradas para grupos voltados a mulheres e minorias.

McCain foi questionado se apoiaria o esforço de fazer um referendo estadual que "baniria para sempre a ação afirmativa". "Sim, eu apoiaria", disse o republicano, que diz considerar este tipo de ação para minorias "divisiva".

O texto na cédula do referendo seria, de acordo com o "Post": "O Estado não deve discriminar ou dar tratamento preferencial a qualquer indivíduo ou grupo baseado em raça, cor, sexo, cor, etnia ou origem nacional na operação do emprego público, educação pública ou contratação pública".

Seu rival democrata, Barack Obama, foi questionado sobre a postura de McCain. Em uma conferência diante de um grupo de jornalistas, ele disse estar desapontado pelo fato do senador republicano estar apoiando este tipo de tática política.

"Eu acho que, no passado, ele se opôs a este tipo de referendo Ward Connerly ou iniciativas como divisivas. E eu acho que ele está certo.", disse Obama, referindo-se a um dos maiores críticos da ação afirmativa que realizou referendos contra este tipo de ação em Washington e Wisconsin.

Obama estava se referindo também a um comentário de McCain a um grupo hispânico, em 1998, quando o senador por Arizona defendeu que, em vez de investir em iniciativas de votação divisivas, os americanos deveriam "dialogar e fazer esforços mútuos para dar a cada criança na América a oportunidade de realizar suas expectativas".

Com Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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