Mundo
28/07/2008 - 20h08

Obama mostra preocupação com "emergência econômica" nos EUA

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da Efe, em Washington

O provável candidato democrata à Presidência dos EUA Barack Obama se reuniu nesta segunda-feira com especialistas para discutir a "emergência" econômica no país, tema que também foi hoje o foco da agenda eleitoral do republicano John McCain.

"A emergência econômica é cada vez mais severa", disse Obama em referência às perdas de empregos e à redução salarial na reunião em Washington.

"Esta é uma emergência que se sente não só lendo o 'Wall Street Journal', mas viajando por Ohio e Michigan, Novo México e Nevada", declarou o senador.

O candidato democrata defendeu sua proposta para cortar os impostos da classe média e aumentá-los para os mais ricos, assim como um novo pacote de estímulo fiscal e medidas adicionais para respaldar o combalido mercado imobiliário.

Insistiu, além disso, na necessidade de promover medidas a longo prazo que propiciem a estabilidade nos mercados e que ponham fim aos sucessivos ciclos de bolhas.

Defendeu também uma política fiscal mais austera, que permita reduzir um déficit fiscal que, como afirmou hoje a Casa Branca, superará os US$ 400 bilhões no próximo ano.

"Estou profundamente preocupado pelos crescentes desafios que a economia americana enfrenta", disse o candidato democrata.

Além de Buffett, também participaram do encontro com Obama o ex-secretário do Tesouro Robert Rubin, o ex-presidente do Federal Reserve Paul Volcker e o presidente do Google Eric Schmidt.

A eles se somaram, entre outros, dois ex-membros do atual Governo, o ex-secretário do Tesouro Paul O'Neill e o ex-presidente da Comissão de Valores (SEC) William Donaldson.

McCain

A equipe de campanha de McCain discutiu hoje também os desafios que a principal economia mundial enfrenta e insistiu em que se chegasse à Casa Branca, o senador republicano criaria "milhões" de postos de trabalho.

Os assessores de McCain afirmaram também que se Obama se tornasse presidente, arrastaria os Estados Unidos para a uma depressão econômica similar à ocorrida no país em 1930.

"Aumentar os impostos e restringir o livre-comércio mediante políticas isolacionistas quando a economia se desacelera, faz com que os tempos ruins na economia piorem", disse hoje em entrevista coletiva Carly Fiorina, ex-presidente da Hewlett-Packard e uma das principais assessoras econômicas de McCain.

A equipe de McCain também expressou sua vontade de pôr fim ao "desperdício" que caracterizou a política fiscal da atual administração.

A economia é, segundo as pesquisas, o tema que mais preocupa os eleitores americanos, que dizem confiar mais em Obama do que em McCain nesse assunto.

A equipe de Obama ridicularizou McCain em distintas ocasiões por reconhecer em dezembro passado que sabe mais de segurança nacional do que de economia.

Uma nova enquete publicada hoje mostra que Obama desfruta de uma vantagem de nove pontos em relação a McCain após sua viagem pelo Oriente Médio e por vários países europeus, entre eles Alemanha, onde foi aclamado por aproximadamente 200 mil pessoas.

A enquete da Gallup situa Obama na frente, com 49% do apoio popular, contra 40% de McCain. A consulta telefônica entre 2.692 eleitores ocorreu entre quinta-feira e domingo e tem uma margem de erro de 2%.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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