Obama e McCain criticam déficit bilionário do governo Bush
Associated Press
colaboração para a Folha Online
Os prováveis candidatos à Casa Branca, democrata Barack Obama e o republicano John McCain, encontraram um raro ponto comum nesta segunda-feira, as críticas ao déficit orçamentário recorde do governo de George W. Bush.
Os dois presidenciáveis retomaram a economia --principal tema das eleições deste ano-- para criticar a administração de Bush que, segundo projeções da Casa Branca, deixará uma dívida orçamentária nacional de US$ 482 bilhões ao próximo presidente dos EUA.
O democrata Obama, que disse anteriormente que os gastos de cerca de US$ 1 trilhão com a Guerra do Iraque foram os grandes responsáveis pelo déficit, reiterou que a projeção da Casa Branca "não foi um acidente ou parte normal do ciclo de negócios". "Houve algumas decisões irresponsáveis que foram feitas em Wall Street e Washington", disse, em reunião com um time de conselheiros econômicos.
Obama não citou diretamente Bush, mas a implicação estava clara. "Nós não podemos arcar, acredito, com as conseqüências de continuar fazendo as mesmas coisas do jeito que estamos fazendo", disse o senador por Illinois. "Nós temos que mudar o caminho e nós temos que agir imediatamente", completou, em referência a um de seus principais lemas de campanha, combater a "velha" política.
Obama disse que a economia americana, debilitada pela crise financeira e pela alta dos preços do petróleo, precisa de metas de curto e longo prazo, incluindo outra rodada de medidas "estimulantes" do Congresso para reviver a economia e um foco de longo-prazo em energia renovável para reduzir os preços dos combustíveis.
Ele alertou seu time de conselheiros econômicos, que inclui nomes como o ex-presidente do Federal Reserve, Paul Volcker, que a situação atual é um "resultado direto do adiamento de decisões difíceis por muitos anos".
Embora não tenha dado detalhes de seus planos para a economia americana, Obama pediu uma mudança agressiva em Washington e disse que o tema será o foco de sua campanha nestes últimos três meses antes das eleições gerais de 4 de novembro.
"Eu desenhei uma estratégia econômica nesta campanha que dará alívio a curto-prazo e crescimento a longo-prazo", disse Obama.
Republicano
Já o republicano John McCain, que tenta afastar as críticas democratas de que representaria apenas a continuação das políticas econômicas de Bush, culpou os gastos desnecessários do atual governo pelo déficit bilionário.
"Não há lembrete mais efetivo da necessidade de reverter os gastos exagerados que caracterizaram a política fiscal desta administração", disse McCain, em um comunicado divulgado nesta segunda-feira.
"Como presidente, eu me comprometi a balancear o orçamento até o fim do meu primeiro mandato", disse o republicano, com uma estratégia mais direta do que seu rival.
"As notícias de hoje tornam o trabalho mais difícil, mas não deveriam mudar o esforço genuíno de alcançar o outro lado do corredor que é necessário para garantir uma solução duradoura para o problema de gasto que ameaça a estabilidade de nossa economia", completou.
McCain almoçou com seus apoiadores em Bakersfield, Califórnia, onde ele pressionou pela derrubada da proibição de 25 anos da exploração das reservas costeiras dos EUA como forma de reduzir a dependência americana do petróleo estrangeiro.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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