Mulher de Obama faz campanha para conquistar eleitoras de Hillary
da Associated Press, em Chicago
da Folha Online
Michelle Obama tem participado cada vez mais da campanha presidencial de seu marido, o provável candidato democrata Barack Obama. Nesta segunda-feira, ela falou a centenas de mulheres em um almoço formal em Chicago, no qual não poupou elogios à ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton.
"Meu marido é um candidato melhor por causa dela. Minhas filhas pensaram nelas mesmas de forma diferente por causa dela", disse à platéia feminina, um dos maiores desafios de Obama nestas eleições.
Sob o prisma histórico de ser a primeira mulher com chances reais --e vitória certa para muitos-- de conquistas a Presidência dos Estados Unidos, Hillary ganhou o apoio em massa das eleitoras. Agora Obama tem que mostrar que também merece seu voto nas urnas de 4 de novembro.
Para isso, ele aposta em sua mulher, Michelle, para protagonizar eventos exclusivos para o eleitorado feminino.
Nesta segunda-feira, ela ofereceu uma lista de esforços da campanha democrata para as mulheres; 3.500 festas, mais de 200 mil telefonemas, mais de 250 mil cartões-postais para mulheres ainda indecisas e quase 300 grupos de discussão em sites, incluindo "Obama's Mamas" (algo como, "As Mães de Obama"), um grupo de apoio a mulheres mais velhas.
O eleitorado feminino é visto pela campanha democrata como um voto em potencial, especialmente as mulheres casadas dos subúrbios, grupo que tem alternado preferência partidária nas eleições recentes.
Por isso, Obama investe em outros eventos voltados às mulheres. Ele divulgou, paralelamente às suas propostas econômicas, um relatório explicando como seus planos para esta área --que está no topo das preocupações dos americanos e americanas-- podem trazer benefícios para as eleitoras.
Em seus comícios, ele fala freqüentemente sobre sua história de vida, criado por uma mãe solteira e por sua avó, incluindo as dificuldades econômicas e as preocupações de sua mãe sobre seguro saúde.
Para ganhar as apoiadoras de Hillary, ele contratou muitas de suas assessoras, incluindo Dana Singiser, que agora é conselheira de Obama sobre o voto feminino.
Seu site de campanha inclui "boas-vindas" aos eleitores de Hillary e uma seção somente para mulheres. Seus assessores planejam também eventos nacionais para comemorar o 88º aniversário do dia em que as americanas conquistaram o direito a voto.
"Elas vão decidir o próximo presidente", disse Anita Dunn, uma das assessoras de Obama. "Nós acreditamos que podemos fazer uma campanha forte às mulheres deste país mostrando que ele é alguém que realiza coisas".
Números
Nas pesquisas recentes, Obama tem tido uma liderança significativa entre as eleitoras. Uma sondagem da universidade Quinnipiac deste mês mostrou que o democrata tem 55% das intenções de voto das mulheres contra 36% do rival republicano, John McCain. Entre os homens, o republicano liderava por uma margem de três pontos percentuais, 47% contra 44%.
Contudo, quando avaliado em subgrupos, o cenário não é tão positivo para Obama. O senador por Illinois tem uma margem pequena entre as mulheres independentes, que dão a ele 45% dos votos contra 42% de McCain.
As pesquisas indicam também que Obama ainda tem muito trabalho a fazer entre os apoiadores de Hillary. Sondagem Associated Press/Yahoo News mostrou que apenas 12% dos eleitores que apoiaram a ex-primeira-dama nas primárias agora pretendem votar em Obama.
"eu não estou dizendo que as mulheres são rancorosas, mas elas não entendem como pegar sua devoção e energia e colocar atrás do candidato que tirou Hillary delas", disse Susie Tompkins Buell, arrecadadora de verbas de hillary que ainda está receosa de apoiar Obama.
A campanha do democrata diz que ele é o presidenciável com propostas mais ligadas à realidade feminina e apontam a visão conservadora de McCain quanto ao aborto, à cobertura de pílulas anticoncepcionais nos planos de saúde e ao processo de mulheres por discriminação nos empregos.
Já muitas mulheres dizem que as visões de Obama nestes assuntos importam, mas para ganhar o voto feminino ele terá que ampliar a lista de temas abordados pela sua campanha.
Liz Shirey, diretora do Caucus das Mulheres Democratas de Ohio, disse: "você não pode mais dizer assuntos de mulheres e sim assuntos que são importantes para as mulheres".
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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Com certeza o Bresil esta carente de homens como Barack Obama na política e parar de se importar com sua opnião, mas da população em geral e aplicar medidas realmente eficazes para melhorar o país.
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