Mundo
29/07/2008 - 09h40

McCain diz que poderia apoiar prazo de Obama para saída das tropas do Iraque

Publicidade

da Folha Online

O provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, adotou um tom mais ameno sobre o conflito no Iraque e admitiu que poderia apoiar a proposta de seu rival democrata, Barack Obama, de retirar as tropas de combate americanas em 16 meses.

Em entrevista ao Larry King, nesta segunda-feira à noite, McCain disse o faria apenas se os chefes militares declarassem que "as condições no local" fossem seguras o suficiente. A afirmação de McCain é citada em reportagem da CNN. Veja íntegra, em inglês

O tema, que não está mais no topo das preocupações dos eleitores, como esteve na reeleição de George W. bush, em 2003, voltou à corrida presidencial após uma viagem de Obama ao país.

McCain já disse que estabelecer um prazo para a retirada das tropas é "irresponsável" e que a saída dos soldados americanos causaria "caos e genocídio" no Iraque.

Em discurso em Bakersfield, Califórnia, o republicano reiterou que não se firmaria em uma "data firme" como fez seu rival.

"Agora, se isso se encaixa nos 16 meses ou não, ou um mês, o ponto é que precisa ser baseada nas condições", disse McCain que acrescentou ainda que o comandante das tropas americanas no país, general David Petraeus, "está tentando superar enquanto nós entramos nesta fase política".

Questionado se apoiaria uma nova invasão ao Iraque, McCain disse acreditar que os EUa fizeram a coisa certa quando invadiram o país, em 2003. "O fato é que Saddam Hussein estava aceitando armas de destruição em massa", disse.

Quando lembrado de que as armas nunca foram encontradas, McCain disse que foi "uma falha colossal de inteligência dos EUA".

Era uma vitória fácil, disse McCain, sobre o conflito. "E então nós utilizamos a estratégia errada, o que nos levou ao fracasso e nós estávamos perdendo a guerra quando eu disse que nós precisávamos de uma nova estratégia e mantive esta postura quando muitos críticos políticos disseram que minha carreira estava acabada", disse, citado pela CNN.

Paquistão

Outro tema que voltou à campanha presidencial com a viagem de Obama foi o combate ao terrorismo no Afeganistão e no Paquistão, iniciado logo após os ataques terroristas de 11 de setembro.

em sua visita ao Afeganistão, Obama visitou as tropas americanas e reiterou proposta de ampliar as forças militares na região para derrotar o Taleban e as forças da Al Qaeda.

Nesta segunda-feira, McCain adotou um tom mais crítico sobre a proposta do rival. "Eu não vou lá porque o Paquistão é uma nação soberana. Eu acho que os paquistaneses querem que Bin Laden saia de seus país e isso está causando grandes dificuldades para o próprio Paquistão".

"O que o senador Obama não entende", continuou McCain, "é que está tudo conectado". "Se nós perdermos a Guerra no Iraque, nós teremos problemas muito maiores no Afeganistão", completou.

Sobre a proposta de ampliar as tropas no Afeganistão, McCain disse que os EUA não podem agir como no Iraque. "Não é apenas aumentar o número de tropas. [Afeganistão] é um governo que funciona mais efetivamente, está combatendo os narcotraficantes. A questão é na fronteira com o Paquistão que está sem controle".

Reiterando suas críticas de que Obama não está preparado para enfrentar as questões de segurança nacional do país, McCain afirmou: "E o senador Obama não entende isso, assim como ele não entende a situação no Iraque".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca