McCain fala de experiência como prisioneiro de guerra no Vietnã
colaboração para a Folha Online
O provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, raramente fala dos mais de cinco anos que passou como prisioneiro de guerra no Vietnã. Nesta segunda-feira, ele atendeu aos pedidos de sua campanha e falou das experiências vividas nos anos 70.
"Eu tive a grande honra de servir meu país e eu sempre coloquei meu país em primeiro lugar. E em uma das vezes que eu tive este teste foram anos atrás, e muito longe, em um acampamento de prisioneiros no norte do Vietnã", disse McCain, em seus comentários finais em comício na Califórnia.
Os republicanos, conforme afirma reportagem do "The New York Times", pressionavam há tempos o seu provável candidato para falar mais de seus tempos como prisioneiro do Vietnã. Eles defendem que trazer mais detalhes desta parte da biografia de McCain pode ampliar seu apelo diante dos eleitores e melhorar sua imagem de experiente veterano da Marinha, alguém apto para comandar as tropas americanas.
Enquanto McCain prefere manter os detalhes fora da campanha, a equipe republicana usa fotos de seu tempo de prisioneiro em anúncios e propagandas para a televisão.
No discurso desta segunda-feira, aponta o "NYT", ele lembrou de um de seus colegas da Marinha que foi morto diante dele. "Então eu disse não e eu pus meu país em primeiro lugar. E eu prometo a vocês, como presidente dos Estados Unidos, que eu farei o que o povo americano quer. [...] eu quero assegurar que qualquer decisão que eu tomar e qualquer coisa que eu fizer, eu sempre, sempre colocarei meu país a frente", completou, em pleno tom de campanha.
Mas foi a mulher de McCain, Cindy, quem mais falou sobre a experiência do republicano como prisioneiro de guerra. Ela disse que sua recente viagem à Ruanda, onde encontrou-se com mulheres que estavam perdoando seus molestadores, a fez lembrar de McCain.
"Isso me fez pensar e colocar tudo em perspectiva. Meu marido passou cinco anos e meio como prisioneiro de um campo de guerra. Ele foi maltratado. Ele não diz, mas eu digo. Ele foi maltratado durante estes tempos. Ele veio para casa e superou, muito como estas mulheres fizeram, superou o que fizeram a ele e o que aconteceu", disse Cindy, em discurso para introduzir seu marido.
"Ele se tornou parte do processo que permitiu que o Vietnã tivesse uma relação normal com os Estados unidos, a normalização, como todos se lembram. Meu marido representa, na minha opinião, a essência do que a América é. A essência da esperança, liberdade, perdão, compreensão e liderança mundial. É preciso uma pessoa forte para fazer isso. Eu estou muito orgulhosa de meu marido", completou, em um momento exemplar do patriotismo tão prezado pelos eleitores americanos.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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