Viagem internacional de Obama teve pouco impacto sobre eleitor, diz pesquisa
da Folha Online
A recente viagem internacional do provável candidato democrata à Casa Branca teve pouco impacto nos eleitores que dizem que Barack Obama aparece demais na mídia, aponta pesquisa do instituto Gallup publicada nesta terça-feira.
Obama fez sua primeira viagem internacional como presidenciável na semana passada, quando passou oito dias viajando por Afeganistão, Iraque, Israel, Jordânia, Alemanha, França e Inglaterra. Segundo a equipe democrata, a viagem servia para discutir as relações transatlânticas dos EUA, mas analistas apontaram que o senador buscava ampliar suas credenciais em política externa e assuntos de segurança nacional.
De acordo com a sondagem, o primeiro realizado sobre o assunto, apenas 35% das pessoas entrevistadas expressaram uma opinião positiva sobre a viagem de Obama ao exterior. Outros 26% disseram ver negativamente o tour internacional do democrata.
| Hannibal Hanschke-24jul.08/Reuters |
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| Alemães ouvem discurso de Obama, em frente à Coluna da Vitória, em Berlim |
Segundo o Gallup, as duras críticas do rival republicano, John McCain, principalmente sobre o fato de Obama não ter ido visitar soldados americanos feridos na Alemanha, podem ter tido algum impacto sobre os eleitores dos Estados Unidos.
"A enorme cobertura da viagem realizada pela imprensa pode ter estimulado especulações, ou reforçado atitudes já existentes, sobre uma parcialidade dos meios de comunicação em favor de Barack Obama", acrescentou o instituto.
McCain passou os oito dias da viagem do rival fazendo críticas a viagem democrata. Quando obama estava em Berlim, onde fez discurso para mais de 200 mil na Coluna da Vitória, o republicano foi a um restaurante alemão.
McCain afirmou a jornalistas que o acompanhavam que gostaria de discursar na Alemanha, mas ressaltou que prefere fazer isso quando for presidente e não como candidato.
"Gostaria de fazer um discurso na Alemanha, um discurso político ou um discurso em que talvez o povo alemão estivesse interessado, mas preferiria fazê-lo como presidente dos EUA ao invés de como um candidato (...) à Presidência", disse o senador.
| Carolyn Kaster-24jul.08/AP |
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| Republicano John McCain almoça em restaurante alemão, em Ohio, como resposta à viagem de seu rival, Barack Obama a Berlim |
Surpreendentemente, a pesquisa Gallup mostra que a maioria dos entrevistados, 39%, afirmaram não dispor de informações suficientes para opinar, apesar da enorme cobertura realizada sobre o evento pela imprensa local e americana. Este cenário pode indicar um caminho a ser explorado pela campanha de Obama, que pretende utilizar imagens do senador em solo estrangeiro em propagandas e anúncios.
Como esperado, o número de eleitores que viram a viagem de Obama de maneira positiva é maior entre os democratas do que entre os republicanos, 53% contra apenas 18%. No cenário inverso, sobre a visão negativa da viagem democrata, o cenário se inverte. Os republicanos são aqueles que mais indicaram ver negativamente as paradas de Obama por Oriente Médio e Europa, com uma margem de 42 pontos percentuais sobre os democratas, 50% a 8%.
Cobertura
A pesquisa Gallup avaliou também a opinião dos eleitores sobre a cobertura da campanha presidencial pela mídia. Para 39% dos entrevistados, o senador de Illinois aparece demais na imprensa. Apenas 12% indicaram uma cobertura excessiva do republicano McCain.
A visão dos eleitores de que John McCain está sendo prejudicado pelos jornalistas fica ainda mais clara no cenário inverso. Enquanto apenas 15% dos eleitores dizem que a cobertura de Obama foi injustamente negativa, 32% indicam isso de McCain.
Esta margem é resultado, principalmente, dos eleitores de McCain Entre este grupo, 61% dizem que a cobertura de Obama é excessivamente positiva contra apenas 5% de seu candidato preferido. Já entre os eleitores do democrata, o resultado fica mais dividido, 21% indicam cobertura excessiva do senador por Illinois contra 18$ que apontam o mesmo para o senador por Arizona.
A sondagem aponta ainda uma queda na popularidade de Obama, que passou de 64%, em junho, para 61%. Já a porcentagem de eleitores que vêem McCain favoravelmente aumentou três pontos percentuais, de 59% para 62%.
A pesquisa Gallup foi realizada entre 25 e 27 de julho, com 1.007 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Com Reuters e France Presse
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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