Mundo
29/07/2008 - 14h24

Viagem internacional de Obama teve pouco impacto sobre eleitor, diz pesquisa

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da Folha Online

A recente viagem internacional do provável candidato democrata à Casa Branca teve pouco impacto nos eleitores que dizem que Barack Obama aparece demais na mídia, aponta pesquisa do instituto Gallup publicada nesta terça-feira.

Obama fez sua primeira viagem internacional como presidenciável na semana passada, quando passou oito dias viajando por Afeganistão, Iraque, Israel, Jordânia, Alemanha, França e Inglaterra. Segundo a equipe democrata, a viagem servia para discutir as relações transatlânticas dos EUA, mas analistas apontaram que o senador buscava ampliar suas credenciais em política externa e assuntos de segurança nacional.

De acordo com a sondagem, o primeiro realizado sobre o assunto, apenas 35% das pessoas entrevistadas expressaram uma opinião positiva sobre a viagem de Obama ao exterior. Outros 26% disseram ver negativamente o tour internacional do democrata.

Hannibal Hanschke-24jul.08/Reuters
Spectators listen to the speech of U.S. Democratic presidential candidate Senator Barack Obama (D-IL) in front of the Victory Column (Siegessaeule) in Tiergarten Park in Berlin July 24, 2008. REUTERS/Hannibal Hanschke (GERMANY)
Alemães ouvem discurso de Obama, em frente à Coluna da Vitória, em Berlim

Segundo o Gallup, as duras críticas do rival republicano, John McCain, principalmente sobre o fato de Obama não ter ido visitar soldados americanos feridos na Alemanha, podem ter tido algum impacto sobre os eleitores dos Estados Unidos.

"A enorme cobertura da viagem realizada pela imprensa pode ter estimulado especulações, ou reforçado atitudes já existentes, sobre uma parcialidade dos meios de comunicação em favor de Barack Obama", acrescentou o instituto.

McCain passou os oito dias da viagem do rival fazendo críticas a viagem democrata. Quando obama estava em Berlim, onde fez discurso para mais de 200 mil na Coluna da Vitória, o republicano foi a um restaurante alemão.

McCain afirmou a jornalistas que o acompanhavam que gostaria de discursar na Alemanha, mas ressaltou que prefere fazer isso quando for presidente e não como candidato.

"Gostaria de fazer um discurso na Alemanha, um discurso político ou um discurso em que talvez o povo alemão estivesse interessado, mas preferiria fazê-lo como presidente dos EUA ao invés de como um candidato (...) à Presidência", disse o senador.

Carolyn Kaster-24jul.08/AP
Republican presidential candidate Sen. John McCain, R-Ariz. makes a campaign stop to talk with small business leaders, Thursday, July 24, 2008, at the Schmidt's Restaurant and Banquet Haus in Columbus, Ohio. At left is Dan Young, owner of Youngs Jersey Dairy. (AP Photo/Carolyn Kaster)
Republicano John McCain almoça em restaurante alemão, em Ohio, como resposta à viagem de seu rival, Barack Obama a Berlim

Surpreendentemente, a pesquisa Gallup mostra que a maioria dos entrevistados, 39%, afirmaram não dispor de informações suficientes para opinar, apesar da enorme cobertura realizada sobre o evento pela imprensa local e americana. Este cenário pode indicar um caminho a ser explorado pela campanha de Obama, que pretende utilizar imagens do senador em solo estrangeiro em propagandas e anúncios.

Como esperado, o número de eleitores que viram a viagem de Obama de maneira positiva é maior entre os democratas do que entre os republicanos, 53% contra apenas 18%. No cenário inverso, sobre a visão negativa da viagem democrata, o cenário se inverte. Os republicanos são aqueles que mais indicaram ver negativamente as paradas de Obama por Oriente Médio e Europa, com uma margem de 42 pontos percentuais sobre os democratas, 50% a 8%.

Cobertura

A pesquisa Gallup avaliou também a opinião dos eleitores sobre a cobertura da campanha presidencial pela mídia. Para 39% dos entrevistados, o senador de Illinois aparece demais na imprensa. Apenas 12% indicaram uma cobertura excessiva do republicano McCain.

A visão dos eleitores de que John McCain está sendo prejudicado pelos jornalistas fica ainda mais clara no cenário inverso. Enquanto apenas 15% dos eleitores dizem que a cobertura de Obama foi injustamente negativa, 32% indicam isso de McCain.

Esta margem é resultado, principalmente, dos eleitores de McCain Entre este grupo, 61% dizem que a cobertura de Obama é excessivamente positiva contra apenas 5% de seu candidato preferido. Já entre os eleitores do democrata, o resultado fica mais dividido, 21% indicam cobertura excessiva do senador por Illinois contra 18$ que apontam o mesmo para o senador por Arizona.

A sondagem aponta ainda uma queda na popularidade de Obama, que passou de 64%, em junho, para 61%. Já a porcentagem de eleitores que vêem McCain favoravelmente aumentou três pontos percentuais, de 59% para 62%.

A pesquisa Gallup foi realizada entre 25 e 27 de julho, com 1.007 eleitores. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Com Reuters e France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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