Milhões de pessoas com risco de passar fome na Coréia do Norte
da Efe, em Pequim
As inundações e colheitas com resultados muito pobres originaram a pior crise alimentícia na Coréia do Norte desde os anos 90, informou nesta quarta-feira o PAM (Programa Mundial de Alimentos).
Segundo a Organização das Nações Unidas, após as inundações de 2007 ocorreram colheitas muito deficientes, o que elevou o risco de crise de fome para uma população de milhões de pessoas que já sofre com a falta de alimentos.
"A última vez que a situação foi tão grave e tão estendida no país foi na década de 90", disse hoje Jean-Pierre de Margerie, diretor do PAM para a Coréia do Norte.
Margerie anunciou ainda que uma campanha internacional será lançada para arrecadar fundos para enviar alimentos à Coréia do Norte.
Em junho, o PAM fechou um acordo com o governo de Pyongyang para expandir o trabalho da agência no país. O acordo possibilita que o órgão passe a ajudar a alimentar 5 milhões de pessoas afetadas pela fome no país e permite o acesso mais amplo aos agentes internacionais em áreas rurais.
"Com esse acordo, a agência estará em uma posição de alcançar mais pessoas famintas e implantar um sistema de vigilância mais amplo", disse o diretor regional do PAM para a Ásia, Tony Banburym.
Em maio, o governo norte-americano anunciou o envio de meio milhão de toneladas de alimentos para o PAM distribuir na Coréia do Norte.
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