Sob críticas, McCain diz que não aumentará impostos
da Associated Press, em Washington
da Folha Online
Depois de receber uma carta crítica de um grupo conservador de Washington, o provável candidato republicano à Casa Branca, John McCain, disse que não aumentará os impostos aos contribuintes, caso seja eleito.
"Não", disse McCain, dando uma resposta direta ao questionamento de uma garota em um comício, nesta terça-feira, em Sparks, Nevada.
"Você quer dizer que não aumentará nenhuma?", continuou questionando a garota. "Nenhuma", rebateu o senador por Arizona.
McCain foi surpreendido nesta semana com as críticas de grupos do próprio Partido Republicano sobre seu posicionamento quanto ao aumento de taxas em seu mandato.
Conversando com repórteres em seu ônibus de campanha, no começo do mês, ele citou a necessidade de melhorar o Seguro Social. "Eu não posso dizer o que eu farei, exceto que colocarei tudo na mesa", disse, sugerindo que um aumento do valor pago pelos contribuintes também será avaliado por sua administração.
Em resposta, o Clube pelo Crescimento, uma organização conservadora de Washington, enviou nesta segunda-feira uma carta dizendo estar "chocado" com o apoio do senador ao aumento dos impostos aos contribuintes para financiar o sistema.
Na carta, o grupo disse estar chocado porque McCain "sempre foi inflexível em sua oposição ao aumento de taxas, em qualquer circunstância".
"Eu tenho minhas posições e eu as articularei. Mas nada está fora de cogitação", afirmou o senador, em entrevista a um programa de televisão americano. "Eu não quero aumentos de impostos. Mas isso não significa que isto esteja fora de cogitação", completou.
McCain freqüentemente afirma que, se eleito presidente, não aumentará a carga tributária dos americanos. Em um comício em Denver, em 7 de julho, ele disse que os eleitores enfrentavam uma escolha fácil entre ele e o seu rival democrata, Barack Obama. "Senador Obama vai aumentar seus impostos. Eu não", completou.
O tema já atraiu problemas para outro republicano, o ex-presidente George H. W. Bush. Em campanha, em 1988, ele disse "Leia meus lábios, sem mais taxas", mas diante de um orçamento debilitado, renegou a promessa. Alguns grupos conservadores nunca perdoaram a mudança na postura de Bush.
Leia mais
- Democratas lançam estratégia de US$ 20 mi para conquistar voto hispânico
- Viagem internacional de Obama teve pouco impacto sobre eleitor, diz pesquisa
- Obama conversa com governador da Virgínia sobre cargo de vice, diz "Post"
- McCain fala de experiência como prisioneiro de guerra no Vietnã
- McCain diz que poderia apoiar prazo de Obama para saída das tropas do Iraque
Livraria da Folha
- Folha Explica o dólar e sua importância no mundo globalizado
- Livro ajuda a entender como funciona a república; leia capítulo
- Entenda os princípios do regime democrático
- Ensaios de Chomsky analisam política externa americana no final do século 20
Especial


Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar