Barack Obama manifesta apoio ao Tibete em carta ao dalai-lama
da France Presse, em Dharmashala
da Folha Online
O provável candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou uma carta ao dalai-lama apoiando os direitos do povo do Tibete, afirmou um porta-voz do líder budista.
"Queria aproveitar a oportunidade para manifestar meu mais profundo respeito e meu apoio a sua missão e a seu povo nestes tempos tão críticos", escreveu Obama na carta.
Obama, que estava de viagem reunindo-se com líderes mundiais, lamentou na carta que sua viagem tenha impedido que ambos se reunissem durante a visita do dalai-lama aos Estados Unidos.
Mas afirmou que espera que sua carta e o encontro do líder com seu rival republicano, John McCain "tenham deixado claro que a intenção dos Estados Unidos de apoiar o povo tibetano transcende as divisões da competição política".
O secretário do dalai-lama, Chhime R. Chhoekyapa, confirmou que haviam recebido a carta de Obama enviada no dia 24 de julho, mas não fez comentário algum.
Obama elogiou em sua carta as estratégias pacíficas do líder budista e sua contribuição para promover o entendimento entre povos de diferentes culturas.
McCain se reuniu na sexta-feira (25) com o dalai-lama e pediu à China que liberte presos tibetanos e se atenha a questões de direitos humanos. O líder espiritual estava em Aspen, Colorado, para uma conferência.
"Eu encorajo os líderes chineses a se engajarem e progredirem nos diálogos com representantes de sua Santidade (dalai-lama)", afirmou McCain com o líder tibetano ao seu lado.
"Eu encorajo o governo chinês a libertar os presos políticos tibetanos, dar informações sobre os desaparecidos desde os protestos em março e se engajar em conversas significativas por uma autonomia genuína para o Tibete", acrescentou.
Após o encontro, a China advertiu McCain para que deixasse de "apoiar e conspirar com" o líder espiritual, considerando que o encontro afeta as relações entre chineses e americanos.
"A China está seriamente preocupada com isso", disse o porta-voz oficial do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Liu Jianchao, que reiterou que o governo de seu país considera o tema do Tibete um assunto interno.
O comunicado pedia ainda que "as pessoas importantes" dos EUA deixem de apoiar e de se associar ao dalai-lama "e às forças separatistas a favor da independência do Tibete".
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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