Mundo
31/07/2008 - 09h35

Barack Obama manifesta apoio ao Tibete em carta ao dalai-lama

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da France Presse, em Dharmashala
da Folha Online

O provável candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, Barack Obama, enviou uma carta ao dalai-lama apoiando os direitos do povo do Tibete, afirmou um porta-voz do líder budista.

"Queria aproveitar a oportunidade para manifestar meu mais profundo respeito e meu apoio a sua missão e a seu povo nestes tempos tão críticos", escreveu Obama na carta.

Obama, que estava de viagem reunindo-se com líderes mundiais, lamentou na carta que sua viagem tenha impedido que ambos se reunissem durante a visita do dalai-lama aos Estados Unidos.

Mas afirmou que espera que sua carta e o encontro do líder com seu rival republicano, John McCain "tenham deixado claro que a intenção dos Estados Unidos de apoiar o povo tibetano transcende as divisões da competição política".

O secretário do dalai-lama, Chhime R. Chhoekyapa, confirmou que haviam recebido a carta de Obama enviada no dia 24 de julho, mas não fez comentário algum.

Obama elogiou em sua carta as estratégias pacíficas do líder budista e sua contribuição para promover o entendimento entre povos de diferentes culturas.

McCain se reuniu na sexta-feira (25) com o dalai-lama e pediu à China que liberte presos tibetanos e se atenha a questões de direitos humanos. O líder espiritual estava em Aspen, Colorado, para uma conferência.

"Eu encorajo os líderes chineses a se engajarem e progredirem nos diálogos com representantes de sua Santidade (dalai-lama)", afirmou McCain com o líder tibetano ao seu lado.

"Eu encorajo o governo chinês a libertar os presos políticos tibetanos, dar informações sobre os desaparecidos desde os protestos em março e se engajar em conversas significativas por uma autonomia genuína para o Tibete", acrescentou.

Após o encontro, a China advertiu McCain para que deixasse de "apoiar e conspirar com" o líder espiritual, considerando que o encontro afeta as relações entre chineses e americanos.

"A China está seriamente preocupada com isso", disse o porta-voz oficial do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Liu Jianchao, que reiterou que o governo de seu país considera o tema do Tibete um assunto interno.

O comunicado pedia ainda que "as pessoas importantes" dos EUA deixem de apoiar e de se associar ao dalai-lama "e às forças separatistas a favor da independência do Tibete".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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