Mundo
31/07/2008 - 11h54

Obama lidera por apenas quatro pontos; McCain intensifica campanha negativa

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da Folha Online

O provável candidato democrata, Barack Obama, mantém uma liderança apertada na disputa presidencial contra o rival republicano, com 46% das intenções de voto contra 42% de John McCain.

A nova sondagem mostra uma queda no desempenho democrata que, no fim de semana passado, chegou a sua maior margem, nove pontos percentuais.

Com uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a nova pesquisa do instituto Gallup coloca os dois senadores em um empate estatístico.

AP
Democratic presidential candidate, Sen. Barack Obama, D-Ill., speaks at a campaign stop in Union, Mo., Wednesday, July 30, 2008. Sen. Claire McCaskill, D-Mo., bottom left, listens. (AP Photo/Jae C. Hong) /// Republican presidential candidate, Sen. John McCain, R-Ariz., speaks during a town hall meeting at the Reed High School in Sparks, Nev. Details can bedevil a presidential candidate, even for policies he supports. (AP Photo/Mary Altaffer)
Democrata Barack Obama (esq.) tem margem pequena sobre o rival republicano John McCain (dir.); resultado é um empate estatístico

Embora ainda tenha muito a conquistar, o cenário traz uma boa notícia para McCain e levanta a hipótese de que a campanha negativa dos republicanos contra a imagem de Barack Obama está fazendo efeito entre os eleitores.

Nas últimas semanas, os republicanos têm investido em propagandas que não apenas criticam as opiniões políticas do democrata, mas questionam diretamente sua capacidade de assumir a Presidência dos Estados Unidos.

Na mais recente delas, os republicanos dizem que Obama "é a maior celebridade do mundo" e misturam imagens de seu discurso em Berlim com fotos de Britney Spears e Paris Hilton. "Porém, será que ele está pronto para assumir o comando?", pergunta a locutora.

Enquanto Obama discursava para cerca de 200 mil em Berlim, McCain visitou um restaurante alemão em Ohio. Com um tom irônico, McCain afirmou a jornalistas que o acompanhavam que gostaria de discursar na Alemanha, mas que prefere fazer isso quando for presidente e não como candidato.

"Gostaria de fazer um discurso na Alemanha, um discurso político ou um discurso em que talvez o povo alemão estivesse interessado, mas preferiria fazê-lo como presidente dos EUA ao invés de como um candidato (...) à Presidência", disse o senador.

A idéia da campanha republicana é ampliar os temores dos eleitores sobre a figura até então desconhecida de Obama. Isso poderia afastar os eleitores democratas menos liberais e os independentes temerosos de colocar um político novato na Casa Branca em um momento difícil para o país.

A pesquisa Gallup foi realizada entre 27 e 29 de julho com 2.682 eleitores em todo o país.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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