Mundo
31/07/2008 - 14h18

Campanha de McCain diz que Obama usou "a carta racial"

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da Associated Press, em Iowa
da Folha Online

Em uma semana marcada mais por ataques e contra ataques do que propostas políticas, a campanha do provável candidato republicano John McCain aumentou a lista com a afirmação de que o rival democrata, Barack Obama, está usando a questão racial para conquistar eleitores.

Obama "usou a carta racial e usou de maneira desleal", disse o diretor de campanha de McCain, Rick Davis, em comunicado.

Segundo o texto, Davis refere-se ao comentário de Obama, em discurso nesta quarta-feira, de que a campanha republicana está usando a tática do medo contra sua candidatura, dizendo aos eleitores que ele "não se parece com nenhum outro presidente nas notas de dólares".

"Os comentários de Obama são divisivos, negativos, vergonhosos e errados", disse ainda Davis.

Em Iowa para uma visita às vítimas das inundações de verão, a equipe de Obama preferiu não responder diretamente às críticas republicanas. "Nós não temos o hábito de reagir toda vez que eles divulgam um comunicado", disse o porta-voz democrata Robert Gibbs.

Contudo, Gibbs justificou a declaração de Obama dizendo que o senador por illinois não se referia ao fato de poder ser o primeiro presidente negro dos EUA. "O que Obama estava dizendo era que ele não chegou até aqui depois de passar décadas em Washington. Ele estava se referindo ao fato de ser novo no cenário político".

Questão racial

Desde o início da disputa pelas primárias democratas, Obama disse que não usaria a questão racial em sua campanha.

Em discurso no Missouri, nesta quarta-feira, ele disse que seu rival republicano usará todos os boatos errôneos sobre seu passado político para assustar os eleitores.

"O que eles querem fazer é que vocês tenham medo --de mim", disse Obama a eleitores de Springfield, tradicional reduto republicano num Estado ainda indefinido na disputa das eleições de novembro.

Nesta quarta-feira, ele ironizou dos argumentos que os republicanos usam contra ele: "Não é bastante patriota, tem um nome esquisito, não se parece com todos os presidentes que estão nas notas de dólar". "Esse é o argumento deles: "Não temos muito a oferecer, mas ele é arriscado". Estamos numa época atualmente em que o arriscado é não mudar. É arriscado continuar fazendo o que estamos fazendo."

Propaganda negativa

Segundo estudo da Universidade de Wisconsin, Obama e McCain já divulgaram 100 mil comerciais para as eleições gerais, boa parte em torno da imagem e passado do senador por Illinois.

Obama destinou 90% de seus vídeos publicitários para mensagens positivas sobre si próprio e sua carreira. "O objetivo é persuadir as pessoas de que ele é um presidente de confiança", disse Ken Goldstein, presidente do grupo Projeto de Propaganda.

Por isso mesmo, o lado republicano destinou um terço de suas propagandas com mensagens negativas sobre o senador por Illinois, em uma tentativa de mostrar que os eleitores não podem confiar em Obama.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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