Campanha de McCain diz que Obama usou "a carta racial"
da Associated Press, em Iowa
da Folha Online
Em uma semana marcada mais por ataques e contra ataques do que propostas políticas, a campanha do provável candidato republicano John McCain aumentou a lista com a afirmação de que o rival democrata, Barack Obama, está usando a questão racial para conquistar eleitores.
Obama "usou a carta racial e usou de maneira desleal", disse o diretor de campanha de McCain, Rick Davis, em comunicado.
Segundo o texto, Davis refere-se ao comentário de Obama, em discurso nesta quarta-feira, de que a campanha republicana está usando a tática do medo contra sua candidatura, dizendo aos eleitores que ele "não se parece com nenhum outro presidente nas notas de dólares".
"Os comentários de Obama são divisivos, negativos, vergonhosos e errados", disse ainda Davis.
Em Iowa para uma visita às vítimas das inundações de verão, a equipe de Obama preferiu não responder diretamente às críticas republicanas. "Nós não temos o hábito de reagir toda vez que eles divulgam um comunicado", disse o porta-voz democrata Robert Gibbs.
Contudo, Gibbs justificou a declaração de Obama dizendo que o senador por illinois não se referia ao fato de poder ser o primeiro presidente negro dos EUA. "O que Obama estava dizendo era que ele não chegou até aqui depois de passar décadas em Washington. Ele estava se referindo ao fato de ser novo no cenário político".
Questão racial
Desde o início da disputa pelas primárias democratas, Obama disse que não usaria a questão racial em sua campanha.
Em discurso no Missouri, nesta quarta-feira, ele disse que seu rival republicano usará todos os boatos errôneos sobre seu passado político para assustar os eleitores.
"O que eles querem fazer é que vocês tenham medo --de mim", disse Obama a eleitores de Springfield, tradicional reduto republicano num Estado ainda indefinido na disputa das eleições de novembro.
Nesta quarta-feira, ele ironizou dos argumentos que os republicanos usam contra ele: "Não é bastante patriota, tem um nome esquisito, não se parece com todos os presidentes que estão nas notas de dólar". "Esse é o argumento deles: "Não temos muito a oferecer, mas ele é arriscado". Estamos numa época atualmente em que o arriscado é não mudar. É arriscado continuar fazendo o que estamos fazendo."
Propaganda negativa
Segundo estudo da Universidade de Wisconsin, Obama e McCain já divulgaram 100 mil comerciais para as eleições gerais, boa parte em torno da imagem e passado do senador por Illinois.
Obama destinou 90% de seus vídeos publicitários para mensagens positivas sobre si próprio e sua carreira. "O objetivo é persuadir as pessoas de que ele é um presidente de confiança", disse Ken Goldstein, presidente do grupo Projeto de Propaganda.
Por isso mesmo, o lado republicano destinou um terço de suas propagandas com mensagens negativas sobre o senador por Illinois, em uma tentativa de mostrar que os eleitores não podem confiar em Obama.
Leia mais
- Obama lidera por apenas quatro pontos; McCain intensifica campanha negativa
- Veja repercussão da eleição dos EUA na imprensa internacional
- Análise: McCain tenta mostrar a conservadores que não aumentará taxas
- Bill Richardson fará eventos de arrecadação para ajudar Hillary
- McCain e Obama discutem comercial que compara o democrata a Paris Hilton
- Propaganda de McCain compara Obama a Britney Spears e Paris Hilton
Livraria da Folha
- Livro ajuda a entender como funciona a república; leia capítulo
- Entenda os princípios do regime democrático
- Ensaios de Chomsky analisam política externa americana no final do século 20
- "A Marcha" apresenta visão fascinante de eventos que mudaram a história dos EUA
Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar