Mundo
01/08/2008 - 02h12

Chávez promete "compra amistosa" de banco do grupo Santander

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da Folha Online

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, garantiu na noite desta quinta-feira que espera chegar a um acordo amistoso com o grupo Santander para comprar o Banco da Venezuela, cuja nacionalização anunciou horas antes.

"Esperamos chegar a uma compra amistosa o mais rápido possível, mas vamos comprar o banco, assim como eles o compraram da República há alguns anos", disse Chávez à TV estatal. "O processo não vai ser conflituoso e nem gerará qualquer problema", garantiu Chávez, que pediu aos clientes e funcionários do banco que mantenham a confiança.

O Banco da Venezuela é um dos principais do sistema financeiro do país, com US$ 700 millhões (cerca de R$ 1,1 bilhão) investidos em operações.

Após a crise financeira de 1994, o Banco da Venezuela passou para as mãos do Estado venezuelano e, em 1996, o Santander adquiriu a entidade em um leilão público, por US$ 351,5 milhões.

Hoje, calcula-se que o patrimônio do Banco da Venezuela seja de 1,916 bilhão de bolívares (US$ 891,4 milhões). Em 2007, seu lucro líquido foi de 699,4 milhões de bolívares (US$ 325,3 milhões). O banco está presente em todo o país, com uma rede de mais de 300 agências.

O Santander é o primeiro grupo bancário da América Latina, região que respondeu por 32% de sua receita total, em 2007, e na qual existem 4.500 agências e mais de 65 mil funcionários.

Desde 2007, Chávez ordenou a nacionalização das companhias de telecomunicações e de eletricidade, da siderurgia e das cimenteiras Cemex (México), Lafarge (França) e Holcim (Suíça). Até o momento, as nacionalizações ocorreram depois de acordos econômicos.

De acordo com Chávez, a nacionalização gerará na Espanha "uma verdadeira campanha" contra ele. "Não faltarão os meios de comunicação da Espanha (...) para prejudicar as relações que acabamos de retomar", disse o presidente, referindo-se à visita da semana passada ao rei Juan Carlos 1º e ao presidente de governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero.

O Santander não comentou de imediato o anúncio feito por Chávez.

Com France Presse

 

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