Mundo
04/08/2008 - 07h57

Obama e McCain empatam pela primeira vez, aponta pesquisa

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da Efe, em Washington
da Folha Online

A mais recente pesquisa do instituto Gallup aponta um cenário inédito na campanha presidencial americana. Pela primeira vez desde que os candidatos foram nomeados, o republicano John McCain empata com o democrata Barack Obama, com 44% das intenções de voto para cada.

Desde que ganhou a disputa pela nomeação democrata, Obama sempre esteve na liderança, mesmo que por uma margem pequena. Há pouco mais de uma semana, em 26 de julho, uma pesquisa do instituto deu ao senador sua maior vantagem, nove pontos percentuais.

Agora, o republicano McCain parece estar se recuperando nas pesquisas e, aparentemente, por causa dos intensos ataques dele e de sua equipe de campanha contra o rival democrata. Desde a viagem internacional de Obama, há duas semanas, o senador por Arizona adotou um tom negativo e extremamente crítico ao rival.

AP
Democratic presidential candidate, Sen. Barack Obama, D-Ill., speaks at a campaign stop in Union, Mo., Wednesday, July 30, 2008. Sen. Claire McCaskill, D-Mo., bottom left, listens. (AP Photo/Jae C. Hong) /// Republican presidential candidate, Sen. John McCain, R-Ariz., speaks during a town hall meeting at the Reed High School in Sparks, Nev. Details can bedevil a presidential candidate, even for policies he supports. (AP Photo/Mary Altaffer)
Pela primeira vez na disputa presidencial, os candidatos Barack Obama e John McCain empatam, com 44% das intenções de voto

A partir desse momento, começaram uma série de anúncios para televisão e internet atacando Obama. Em um deles, o democrata é comparado a celebridades como Paris Hilton e Britney Spears.

"É a maior celebridade do mundo", diz uma voz feminina em off enquanto aparecem imagens de Obama em Berlim entrecortadas com fotos das duas famosas louras. "Porém, será que ele está pronto para assumir o comando?", questiona.

Essa campanha, aliada a outras como a que Obama é comparado a Deus, foi alvo de polêmica e atraiu grande atenção da mídia, o que pode ter contribuído para a queda do democrata na enquete diária do Gallup.

A pesquisa aponta ainda que 5% dos eleitores não votarão em nenhum candidato e outros 6% permanecem indecisos a três meses das eleições gerais.

A pesquisa foi realizada entre 31 de julho e 2 de agosto com 2.684 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Estratégia falha

O empate entre Obama e McCain aponta mais um sinal de que a viagem internacional de Obama --cercada de atenção da mídia e com um discurso para cerca de 200 mil pessoas em Berlim-- não trouxe os resultados esperados pelos democratas.

Em seu tour por Oriente Médio, Europa e Afeganistão, Obama conversou com as tropas americanas e com os líderes dos países, uma tentativa de melhorar sua imagem de líder mundial e comandante-em-chefe.

Contudo, segundo aponta pesquisa anterior do Gallup, o esforço não trouxe os resultados esperados --52% dos eleitores disseram acreditar que Obama é capaz de lidar com as responsabilidades do cargo de comandante-em-chefe, uma redução de três pontos percentuais desde pesquisa anterior a sua viagem.

Já o número de eleitores que disseram que Obama não tem a capacidade de ser o novo comandante das forças militares americanas aumentou um ponto percentual, para 41%.

Em assuntos de segurança nacional, a viagem de Obama ao Iraque, Afeganistão e Israel parece ter influenciado negativamente a visão dos eleitores de que ele saberia lidar com o combate ao terrorismo --com uma queda de 49% a 45% de eleitores que o vêem como um político capaz-- e com a Guerra do Iraque --com uma redução de três pontos percentuais dos eleitores com visão favorável do democrata.

McCain, que intensificou as propagandas sobre seu heroísmo e ressaltou os tempos em que foi prisioneiro de Guerra no Vietnã, é visto como um candidato capaz de lidar com a questão do terrorismo por 67% dos eleitores contra apenas 45% que preferem o senador por Illinois.

O republicano é apontado também por 72% dos eleitores como o candidato mais capaz de lidar com as responsabilidades do cargo de comandante-em-chefe contra apenas 52% de Obama --senador por Illinois em seu primeiro mandato.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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