Mundo
04/08/2008 - 09h04

Campanha presidencial reduz audiência da mídia americana

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da Folha Online

A campanha presidencial deste ano tem atraído interesse excepcional dos eleitores e dos jornalistas americanos. Contudo, as mídias não conseguem transformar este interesse em audiência e os jornais e canais de televisão registram poucas mudanças.

Os debates das primárias presidenciais tiveram pouco impacto nos números da audiência da televisão e algumas revistas apontam que colocar a foto dos candidatos na capa aumenta muito pouco as vendas em banca, aponta reportagem do jornal "The New York Times". Veja a íntegra, em inglês

Para as grandes emissoras, nem mesmo as disputadas primárias democratas --com direito a constantes trocas de ataques-- reverteram o declínio da audiência. Como aponta o "NYT", os noticiários da NBC, ABC e CBS tiveram uma audiência média combinada de 23,7 milhões de espectadores, uma queda de 2% no mesmo período de 2007.

E a queda no número de telespectadores parece inevitável, mesmo com os grandes investimentos das redes. Recentemente, os três canais mandaram jornalistas renomados para cobrir a viagem internacional do candidato democrata Barack Obama. O tour por Oriente Médio e Europa foi cercado de furor dos jornalistas e atraiu mais de 200 mil ao discurso do senador em Berlim, mas manteve inalterados os números de telespectadores das redes.

Contudo, ressalta Jon Banner, produtor-executivo da "World News", a campanha presidencial pode ter impedido a queda natural na audiência das televisões em pleno verão e férias americanas. "É um jogo que soma zero", disse ao jornal.

Internet

Em um ano em que a Internet ganhou espaço considerável na campanha, as mídias que mais se beneficiaram da disputa presidencial foram aquelas online.

Além dos inúmeros blogs e publicações alternativas, o grande ganhador deste ano, aponta o "NYT", é o jornal especializado The Politico. Criado em 2007, a publicação mantém, um site atualizado constantemente com uma média de 2,5 milhões de visitantes por mês, mais do que outros 13 jornais online, segundo a Nielsen Online.

"A diferença entre a corrida de 2004 e a de 2008 é como entrar em um século diferente", disse. "Virtualmente todo mundo que vem a nós também visita o Times, o Post, o Yahoo ou o Google. O hábito de ter uma fonte única de notícias foi deixado para trás", disse Jim VandeHei, diretor-executivo do site.

E as pesquisas parecem confirmar esta mudança. Segundo pesquisa do instituto Pew Internet and American Life Project, quase 30% dos eleitores adultos usaram a internet para ler ou assistir material de campanha --sejam filmagens de debates, comunicados, anúncios e transcrição de discursos.

"Eles querem ver a campanha como um todo. Eles querem ler o discurso do começo ao fim", disse Lee Rainie, diretor do grupo Pew. "É uma alternativa à cultura dos pequenos trechos e citações", continua.

Sites de divulgação de vídeo, como o Youtube, se tornaram muito popular entre os eleitores. Segundo a sondagem divulgada neste domingo, 35% dos adultos assistiram ao menos um vídeo de tema político durante as primárias, comparado a apenas 13% durante toda a campanha presidencial de 2004.

O estudo também descobriu que 10% dos adultos usaram sites de relacionamento, como o Facebook e o MySpace para atividade política, seja para acrescentar um dos prováveis candidatos como amigo em suas páginas pessoais, seja para descobri alguém com interesses políticos parecidos ou mesmo integrar um grupo de discussões.

"É um reflexo das novas tendências que nós vemos online", disse Rainie.

A pesquisa ouviu 2.251 adultos, incluindo 1.553 usuários de internet. Ela foi conduzida entre 8 de abril e 11 de maio e tem uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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