Mundo
04/08/2008 - 10h49

No dia de seu aniversário, Obama apresenta novo plano energético

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da Folha Online

No dia em que completa 47 anos, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, lança seu novo plano para a energia com propostas ambiciosas como acabar com a dependência do petróleo estrangeiro em dez anos e a redução em 80% das emissões de gases do efeito estufa até 2050.

"Uma administração Obama iniciará um processo de identificação de qualquer infra-estrutura, obstáculo ou permissão federal em andamento para a exploração de reservas nacionais de petróleo", indica comunicado divulgado pela equipe do senador.

Em discurso programado para esta segunda-feira, em Lansing, Michigan, Obama aborda um tema que tem ganho espaço entre os eleitores, com os preços dos combustíveis em um constante aumento.

Para conquistar a dependência do petróleo importado da Venezuela e Oriente Médio, o que aliviaria as contas de exportação do país e permitiria o maior controle do preço do combustível, Obama argumenta que há 85 milhões de barris de petróleo exploráveis em reservas nacionais.

Assim, ele pretende investir na exploração das reservas nacionais de petróleo e gás natural em Dakota do Norte, Montana e na Reserva Nacional de Petróleo no Alaska --centro de um debate entre exploradores e ecologistas sobre a potencial destruição do ambiente natural do Estado.

Outra proposta de Obama é exigir que, até 2012, ao menos 10% da energia consumida nos EUA venha de fontes renováveis. "Muitos Estados já estão caminhando rumo a energia renovável e é hora do governo federal dar liderança para guiar todo o país no apoio a novas indústrias", diz o comunicado que apresenta o plano democrata para a questão energética.

Entre as metas do senador por Illinois está também o investimento pesado em carros híbridos, com 1 milhão de veículos nas ruas americanas até 2015. Esta proposta, aponta a equipe democrata, não apenas reduziria a emissão de gases de efeito estufa --outro objetivo de Obama-- como também criaria 5 milhões de empregos na indústria automobilística dos EUA.

Crítica

Como não podia faltar em tempos de campanha presidencial, Obama não poupa críticas ao rival republicano John McCain, a quem associa com o atual e impopular presidente George W. Bush.

"Não podemos arcar com as mesmas políticas, não em um momento no qual os desafios energéticos são tão grandes e as conseqüências da inação são tão perigosas", diz o comunicado.

Retomando o discurso da "velha política de Washington", o novo plano de Obama destaca que o governo falhou por décadas em resolver o problema da dependência do petróleo estrangeiro, vencer as influências dos interesses e das propostas eleitoreiras de seus políticos.

"A independência energética muito mais do que as mesmas políticas interesseiras de Washington e dependência contínua em recursos finitos e custosos. [...] Não há dúvida de que temos os recursos, a coragem e a determinação para criar uma economia alimentada por energia limpa e segura", completa o texto, que adianta o tom do discurso de Obama, nascido em 4 de agosto de 1961.

Leia íntegra do novo plano energético de Obama, em inglês

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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