Mundo
05/08/2008 - 04h29

Grupo separatista nega autoria de atentado na China

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da Folha Online

O Movimento Islâmico do Turquestão Oriental, que a China acredita está por trás do suposto atentado terrorista cometido nesta segunda-feira (4) contra um posto policial em Xinjiang (noroeste), negou a autoria do ataque e acusou Pequim de "reprimir, isolar e caluniar" o povo uigur.

"Não acho que se trate de um complô terrorista", afirmou Dilxadi Rexiti, porta-voz no exílio do Centro de Informação do Turquestão Oriental, citado pelo jornal "South China Morning Post" hoje. "Trata-se de uma luta armada, e é a resposta à persistente repressão do governo chinês na região."

Neste sentido, assegurou que acusar o movimento pelo ataque "não tem fundamento". O episódio ocorreu a menos de quatro dias da abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim.

Rexiti lamentou o atentado cometido em Kashgar, no qual dois homens lançaram um caminhão contra um grupo de policiais e posteriormente os atacaram com artefatos explosivos caseiros e facas, matando 16 agentes e deixando outros 16 feridos, segundo informou a agência oficial Xinhua.

"Lamentamos o ocorrido, e estamos muito preocupados, pois vemos que a repressão das autoridades chinesas obrigou os uigures, amantes da paz, a adotar o caminho da luta armada contra as autoridades", afirmou.

Dois jornalistas japoneses que cobriam o atentado foram presos e agredidos por forças paramilitares ontem.

Segundo a sucursal de Pequim da rede de televisão Nippon, o repórter --identificado como Shinji Katsuta, 37, ficou levemente ferido. O outro jornalista agredido é o fotógrafo Masami Kawakita, 38, que trabalha para o diário "Chunichi Shimbun".

Os dois repórteres japoneses foram presos quando trabalhavam próximo à delegacia que foi atacada. Os dois jornalistas foram levados ao quarto de um hotel na região, onde foram espancados. Depois de duas horas, ambos foram libertados, segundo o relatório divulgado pelo Clube de Correspondentes Estrangeiros da China.

Com Efe

 

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