Mundo
05/08/2008 - 10h18

Republicanos enfrentam queda no número de registros de eleitores

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da Folha Online

Os republicanos vêm enfrentando quedas no número de eleitores que buscam registrar-se pelo partido, uma tendência que mantém-se constante há mais de três anos. Uma mudança acompanha pelo aumento dos eleitores registrados como democrata e daqueles considerados independentes.

Embora seja uma realidade já conhecida, ainda é difícil avaliar os efeitos desta redução no desempenho do candidato republicano John McCain nas urnas, em 4 de novembro, afirma reportagem do "The New York Times".

Mesmo assim, especialistas em eleições indicam que a redução dos eleitores republicanos pode sinalizar um movimento de afastamento do partido conservador que pode ainda afetar as eleições locais, estaduais e federais por muitos ciclos eleitorais.

Assim, os democratas têm se surpreendido com o aumento de registros de eleitores em Estados tradicionalmente republicanos como Nevada e Iowa. Em ambos, aponta o "NYT", o número de democratas registrados supera o número de republicanos, uma mudança em relação a 2004.

Em outros quatro Estados, incluindo New Hampshire e Pensilvânia, os índices de registro democrata cresceram mais de três pontos percentuais, enquanto os números republicanos caíram.

Nestes mesmos quatro anos após a reeleição de Bush, nenhum Estado mudou para uma maioria de eleitores republicanos, segundo informações de 26 dos 29 Estados onde os eleitores se registram por filiação partidária.

Em apenas três Estados, indica o jornal, o número de eleitores republicanos aumentou enquanto os índices democratas caíram --Kentucky, Louisiana e Oklahoma. Mesmo nestes locais, o aumento foi pouco significativo, menos de um ponto percentual.

"Isto sugere que há uma mudança fundamental acontecendo no eleitorado", disse Michael P. McDonald, professor de ciência política da Universidade de George Mason.

A tendência de queda dos números republicanos pode ser um reflexo natural da impopularidade crescente do Partido e, principalmente, do republicano presidente George W. Bush. Atualmente, apontam as pesquisas de opinião, a popularidade do líder está em menos de 30%.

Contudo, a análise dos registros dos eleitores pode indicar que a diminuição do interesse dos americanos nos tradicionais partidos. Os números apontam um aumento ainda maior e mais rápido dos eleitores registrados como independentes, sem nenhum tipo de filiação.

Em 12 Estados, incluindo Arizona, Colorado e Carolina do Norte, estes eleitores praticamente constituem um terceiro partido, aponta o "NYT".

Jovens

Em muitos Estados, os democratas se beneficiaram do aumento no registro dos eleitores jovens, depois de uma queda nos anos 80 e 90. O grupo aumentou também entre a população em geral, de 27 milhões em 2000 para cerca de 30 milhões em 2006, segundo o Census.

O aumento do registro entre este jovens pode ser um reflexo do grande apelo do candidato democrata Barack Obama entre este eleitorado. Com a proposta de mudança na "velha política de Washington", o senador atraiu novos eleitores empolgados com a campanha democrata.

Consciente do potencial do registro de novos eleitores, a equipe democrata investe pesado em uma campanha para atrair quem nunca votou.

O presidente do Comitê Nacional Democrata, Howard Dean, embarcou em um dos ônibus de campanha de Obama para uma viagem que visa registrar o maior número possível de eleitores e espera transformar alguns redutos republicanos do sul dos EUA em votos democratas.

Segundo Dean, a idéia é focar nas pessoas que passam por dificuldades econômicas. "Nós acreditamos que eles ficaram desiludidos. Muitos deles votaram por George Bush. Nós achamos que eles querem algo novo e nós vamos dar a eles" disse o líder democrata.

Obama está lançando também uma campanha para registrar 151 mil novos eleitores na Virgínia até 6 de outubro. A estratégia, divulgada pelo prefeito de Richmond, é parte dos esforços de Obama para conquistar Estados tidos como cruciais nas eleições de novembro.

Para conseguir seu objetivo, os voluntários de Obama têm que registrar cerca de 1.755 novos eleitores por dia, um desafio em um país onde o voto não é obrigatório e o povo não é conhecido por sua participação nos processos políticos.

"Se fizermos isso, nós não apenas ganharemos uma eleição, mas mudaremos o país", disse o prefeito, Douglas Wilder.

O movimento, intitulado "Você Consegue Superar Barack" foi idealizado para fazer superar os 150 mil eleitores que Obama ajudou a registrar, quando era um voluntário da comunidade, nos anos 90.

Já nos Estados do sul, que votavam nos democratas até meados do século 20, Obama aposta no registro de eleitores negros --sua mais forte base eleitoral-- que participaram das últimas eleições presidenciais em porcentagens muito menores que os brancos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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