Mundo
05/08/2008 - 10h53

Obama retoma questão energética e críticas a McCain

Publicidade

da Folha Online

Nesta terça-feira, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, participa de um comício em Youngstown, Ohio, e retoma não só o discurso sobre a independência de petróleo americana como as duras críticas ao rival republicano, John McCain.

"Com o plano do senador McCain, as companhias de petróleo ganham bilhões a mais, nós não pagamos menos nas bombas e permanecemos no mesmo ciclo de dependência de petróleo que nos colocou na crise", dirá o senador, segundo trechos do discurso antecipados pelo "USA Today".

Com o discurso central da campanha democrata contra o republicano, obama retoma as comparações entre McCain e o impopular presidente George W. Bush. "Esta é a escolha destas eleições. Mais quatro anos de companhias de petróleo pedindo mais enquanto as famílias trabalhadoras estão lutando. Isto é o que o senador McCain está oferecendo".

Obama apresentou nesta segunda-feira, dia em que completou 47 anos, um plano de seis metas ambiciosas em questão energética que inclui colocar um milhão de carros híbridos nas ruas até 2015, reduzir a emissão de gases do efeito estufa até 2050 e garantir que ao menos 10% da energia consumida nos EUA venha de fonte renovável até 2012.

"Nós podemos escolher um futuro novo, de energia limpa que nos leve até onde precisamos ir. Nós podemos fazer uma aposta diferente --uma aposta na inteligência e determinação do povo americano. Isso é o que eu estou oferecendo", deve dizer Obama, no discurso desta terça.

"Porque depois de um presidente que está no bolso das companhias de petróleo, nós não podemos arcar com outro. Pelo bem da nossa economia, nossa segurança e o futuro do nosso planeta, nós precisamos acabar com uma era de petróleo", completa Obama.

Propaganda

O tema aparece também em uma nova propaganda democrata que deve ser lançada nesta terça-feira. Assim como o anúncio divulgado ontem, Obama reitera a associação de McCain e Bush com as grandes empresas petroleiras.

"Sempre que vocês abastecem, as companhias de petróleo ganham dinheiro. As grandes petroleiras deram até agora dois milhões de dólares à campanha de John McCain. Em vez de defender a taxação dos lucros das companhias para ajudar a população, McCain quer doar a elas quatro milhões de dólares em isenções de impostos", diz o locutor.

McCain atraiu críticas democratas quando sugeriu o fim de um banimento de décadas da exploração de petróleo nas costas americanas. A idéia, apresentada primeiramente em um comício para empresários petroleiros no Texas, é usar as reservas nacionais para acabar com a dependência dos EUA de petróleo externo.

"Não podemos ter mais um presidente subordinado a essas companhias", continua o locutor, enquanto são mostradas imagens do atual, e impopular, presidente Bush ao lado de McCain.

O anúncio lembra ainda a proposta de Obama de dar um cheque de US$ 1.000 a todas as famílias americanas, financiado por uma taxa federal sobre os lucros das petroleiras.

Nesta segunda-feira, o galão de gasolina comum custava US$ 3,881, um dólar a mais do que no mesmo mês do ano passado, segundo a Associação Automobilística Americana (AAA). Um galão equivale a 3,78 litros.

O preço da gasolina se tornou um dos temas de maior preocupação dos eleitores americanos, acima da Guerra no Iraque.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
avalie fechar
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
avalie fechar
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2849)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca