Mundo
05/08/2008 - 15h05

Depois de dois meses, Hillary começa campanha por Obama

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da Associated Press, em Washington

A senadora Hillary Clinton planeja fazer campanha pelo candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama em Nevada e Flórida neste mês de agosto. Os eventos serão as primeiras aparições de Hillary na campanha sem a companhia de Obama.

Nesta terça-feira, a equipe de Obama afirmou que Hillary seria a anfitriã de comícios e eventos de registro de novos eleitores nesta sexta-feira (9) em Las Vegas e Nevada e no sul da Flórida, em 21 de agosto.

As aparições vêm dois meses depois do primeiro comício conjunto de Hillary e Obama e deve encerrar as sugestões da mídia americana de que a ex-primeira-dama não tem um papel definido na campanha presidencial democrata.

Em junho, Hillary apareceu ao lado de Obama em um simbólico evento em Unity, New Hampshire.

"A todos que votaram em mim e estão pensando em não votar ou votar em John McCain, eu clamo que reconsiderem", disse Hillary ao lado de Obama, com quem dividiu o palco.

Unity foi escolhida não apenas pelo seu significado ("união" em inglês), mas por Hillary e Obama terem empatado na prévia realizada na cidade em janeiro. Cada um recebeu 107 votos.

Depois do comício, Obama e Hillary apareceram juntos em alguns eventos de arrecadação não apenas para a campanha democrata, mas para pagar a dívida de campanha de Hillary estimada em US$ 25,2 milhões --dos quais ao menos US$ 13,2 milhões são referentes a empréstimos feitos por ela e por seu marido.

Segundo reportagem do "The New York Times", a dívida de Hillary com empresas terceirizadas aumentou de US$ 10,4 milhões em maio para US$ 12 milhões em junho.

Para pagar a soma considerável, a senadora por nova York espera ajuda dos colegas democratas e principalmente de Obama. Em retribuição, Hillary e Clinton fariam campanha ao lado do senador e pediriam aos seus doadores e eleitores que entrassem na campanha pelo democrata.

A idéia é que Obama peça a toda sua lista de doadores --cerca de 1,5 milhão de pessoas-- doações de US$ 5 ou US$ 10 para ajudar a pagar sua dívida, que inclui US$ 12 milhões devidos a empresas e outros US$ 11 milhões de empréstimos pessoais que Hillary garante que não pagará com o dinheiro arrecadado.

Em um gesto simbólico, o próprio Obama escreveu um cheque de US$ 2.300 --doação máxima permitida pela legislação eleitoral-- para Hillary. Contudo, aponta o "NYT", o esforço parece não ter comovido os doadores já que a campanha de Hillary juntou apenas US$ 2,7 milhões em junho, metade dos US$ 5,4 milhões gastos para manter o pagamento de alguns membros da equipe.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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