Em usina, McCain ressalta proposta de investir em energia nuclear
da Folha Online
O candidato republicano John McCain visitou uma usina nuclear em Michigan, nesta terça-feira, para ressaltar sua proposta de construir 45 usinas até 2030, um de seus projetos para solucionar o aumento crescente dos preços dos combustíveis.
McCain ressaltou sua proposta "prioritária" para oferecer alívio aos americanos em tempos nos quais o galão de gasolina chega a quase US$ 4. O republicano, visando justamente os consumidores de classe baixa que mais são impactados com o aumento dos combustíveis, disse aos presentes que seu plano energético é "seguro, eficiente, sem custos e obviamente um ingrediente vital no futuro da economia da nação e na missão de eliminar a dependência de petróleo estrangeiro".
"Se nós realmente queremos desenvolver novas tecnologias amanhã, como carros com baterias elétricas, nós precisamos de eletricidade para plugá-los", disse enquanto discursava na frente da usina Enrico Fermi, nomeada em homenagem ao primeiro físico que dividiu o átomo. "Nós precisamos fazer tudo isso e mais", completou.
| Mary Altaffer/AP |
![]() |
| McCain visitou usina nuclear para ressaltar seu plano energético |
Diferentemente do que faz tradicionalmente, McCain não aceitou perguntas do público presente e resumiu o evento a um discurso e um comunicado. Acompanhado pelos responsáveis pela usina, o senador republicano fez várias perguntas sobre a segurança da geração de energia nuclear.
Este é justamente o argumento de seu rival democrata, Barack Obama, para se opor a este tipo de fonte renovável de energia. Ele já descreveu este tipo de energia renovável como "não a melhor" e disse não ser "um defensor" de tal fonte.
Seu porta-voz, contudo, preferiu divulgar um comunicado à mídia ressaltando o apoio democrata às usinas nucleares. "Barack Obama apoia energia nuclear segura. [...] É improvável que alcancemos nossas metas agressivas se eliminarmos a energia nuclear como opção", disse Bill Burton.
Embora não tenha feito críticas diretas ao adversário, McCain disse não ter dúvidas ou preocupações quanto a este tipo de fonte de energia e lembrou que a construção de 45 usinas criará ao menos 700 mil empregos, um número que alguns analistas apontam ser inflacionado, mas que deve ajudar a conquistar os eleitores em dificuldades econômicas.
Aproveitando para lembrar aos eleitores de sua experiência militar --reconhecidamente um de seus pontos mais fortes--, McCain disse que os tempos em que pilotou o avião Entreprise movido a energia nuclear o convenceu do uso seguro deste tipo de energia.
Obama
Nesta semana, tanto McCain quanto Obama destinaram seus eventos de campanha à questão energética e à promessa aos eleitores de que combaterão o aumento crescente do preço do petróleo através de fontes alternativas.
Obama aproveitou o dia de seu aniversário, nesta segunda-feira (4), para lançar um novo plano energético com seis metas ambiciosas que inclui colocar um milhão de carros híbridos nas ruas até 2015, reduzir a emissão de gases do efeito estufa até 2050 e garantir que ao menos 10% da energia consumida nos EUA venha de fonte renovável até 2012.
Dentro destas metas, Obama disse aos eleitores presentes que, se eleito, pedirá um crédito de impostos de US$ 7.000 para ajudar os consumidores a comprar carros mais eficientes e que aprovará a exploração das reservas nacionais de gás natural e petróleo na Dakota do Norte, Montana e Alasca para acabar com a dependência de petróleo da Venezuela e Oriente Médio em dez anos.
Nesta terça-feira, Obama participou de um comício em Youngstown, Ohio, no qual retomou não só o discurso sobre a independência de petróleo como as duras críticas ao rival republicano.
"Com o plano do senador McCain, as companhias de petróleo ganham bilhões a mais, nós não pagamos menos nas bombas e permanecemos no mesmo ciclo de dependência de petróleo que nos colocou na crise", disse o senador.
Com o discurso central da campanha democrata contra o republicano, Obama retoma também as comparações entre McCain e o impopular presidente George W. Bush. "Esta é a escolha destas eleições. Mais quatro anos de companhias de petróleo pedindo mais enquanto as famílias trabalhadoras estão lutando. Isto é o que o senador McCain está oferecendo".
Com Reuters
Leia mais
- McCain se distancia de Bush em novo anúncio publicitário
- Voto de mulheres e jovens alavanca vantagem de Obama em pesquisas
- Depois de dois meses, Hillary começa campanha por Obama
- Obama é a palavra mais freqüente no blog de McCain
- Obama retoma questão energética e críticas a McCain
- Republicanos enfrentam queda no número de registros de eleitores
- Obama comemora aniversário e pede vitória em Indiana, Virgínia e Colorado
- Pessoas de baixa renda dos EUA preferem Obama, afirma pesquisa
- Anúncio de Obama diz que McCain está subordinado a companhias de petróleo
Livraria da Folha
- Livro analisa as questões políticas, econômicas e ambientais do problema energético
- Ensaios de Chomsky analisam política externa americana no final do século 20
- Livro ajuda a entender como funciona a república; leia capítulo
- Entenda os princípios do regime democrático
Especial



Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
avalie fechar
avalie fechar
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
avalie fechar