Mundo
06/08/2008 - 07h48

Em usina, McCain ressalta proposta de investir em energia nuclear

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da Folha Online

O candidato republicano John McCain visitou uma usina nuclear em Michigan, nesta terça-feira, para ressaltar sua proposta de construir 45 usinas até 2030, um de seus projetos para solucionar o aumento crescente dos preços dos combustíveis.

McCain ressaltou sua proposta "prioritária" para oferecer alívio aos americanos em tempos nos quais o galão de gasolina chega a quase US$ 4. O republicano, visando justamente os consumidores de classe baixa que mais são impactados com o aumento dos combustíveis, disse aos presentes que seu plano energético é "seguro, eficiente, sem custos e obviamente um ingrediente vital no futuro da economia da nação e na missão de eliminar a dependência de petróleo estrangeiro".

"Se nós realmente queremos desenvolver novas tecnologias amanhã, como carros com baterias elétricas, nós precisamos de eletricidade para plugá-los", disse enquanto discursava na frente da usina Enrico Fermi, nomeada em homenagem ao primeiro físico que dividiu o átomo. "Nós precisamos fazer tudo isso e mais", completou.

Mary Altaffer/AP
Texto: Republican presidential candidate, Sen. John McCain, R-Ariz., speaks to reporters after a tour of the Enrico Femi Nuclear Plant Tuesday, Aug. 5, 2008, in Newport, Mich. (AP Photo/Mary Altaffer)
McCain visitou usina nuclear para ressaltar seu plano energético

Diferentemente do que faz tradicionalmente, McCain não aceitou perguntas do público presente e resumiu o evento a um discurso e um comunicado. Acompanhado pelos responsáveis pela usina, o senador republicano fez várias perguntas sobre a segurança da geração de energia nuclear.

Este é justamente o argumento de seu rival democrata, Barack Obama, para se opor a este tipo de fonte renovável de energia. Ele já descreveu este tipo de energia renovável como "não a melhor" e disse não ser "um defensor" de tal fonte.

Seu porta-voz, contudo, preferiu divulgar um comunicado à mídia ressaltando o apoio democrata às usinas nucleares. "Barack Obama apoia energia nuclear segura. [...] É improvável que alcancemos nossas metas agressivas se eliminarmos a energia nuclear como opção", disse Bill Burton.

Embora não tenha feito críticas diretas ao adversário, McCain disse não ter dúvidas ou preocupações quanto a este tipo de fonte de energia e lembrou que a construção de 45 usinas criará ao menos 700 mil empregos, um número que alguns analistas apontam ser inflacionado, mas que deve ajudar a conquistar os eleitores em dificuldades econômicas.

Aproveitando para lembrar aos eleitores de sua experiência militar --reconhecidamente um de seus pontos mais fortes--, McCain disse que os tempos em que pilotou o avião Entreprise movido a energia nuclear o convenceu do uso seguro deste tipo de energia.

Obama

Nesta semana, tanto McCain quanto Obama destinaram seus eventos de campanha à questão energética e à promessa aos eleitores de que combaterão o aumento crescente do preço do petróleo através de fontes alternativas.

Obama aproveitou o dia de seu aniversário, nesta segunda-feira (4), para lançar um novo plano energético com seis metas ambiciosas que inclui colocar um milhão de carros híbridos nas ruas até 2015, reduzir a emissão de gases do efeito estufa até 2050 e garantir que ao menos 10% da energia consumida nos EUA venha de fonte renovável até 2012.

Dentro destas metas, Obama disse aos eleitores presentes que, se eleito, pedirá um crédito de impostos de US$ 7.000 para ajudar os consumidores a comprar carros mais eficientes e que aprovará a exploração das reservas nacionais de gás natural e petróleo na Dakota do Norte, Montana e Alasca para acabar com a dependência de petróleo da Venezuela e Oriente Médio em dez anos.

Nesta terça-feira, Obama participou de um comício em Youngstown, Ohio, no qual retomou não só o discurso sobre a independência de petróleo como as duras críticas ao rival republicano.

"Com o plano do senador McCain, as companhias de petróleo ganham bilhões a mais, nós não pagamos menos nas bombas e permanecemos no mesmo ciclo de dependência de petróleo que nos colocou na crise", disse o senador.

Com o discurso central da campanha democrata contra o republicano, Obama retoma também as comparações entre McCain e o impopular presidente George W. Bush. "Esta é a escolha destas eleições. Mais quatro anos de companhias de petróleo pedindo mais enquanto as famílias trabalhadoras estão lutando. Isto é o que o senador McCain está oferecendo".

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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