Bush condena tirania do regime birmanês e pede liberdade na China
da Efe, em Bancoc
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, condenou nesta quarta-feira (5) a tirania da Junta Militar de Mianmar e pediu à China que dê liberdades básicas a seus cidadãos.
Bush, que permanecerá menos de 24 horas em Bancoc --de onde viajará na sexta-feira rumo a Pequim para assistir à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos--, reafirmou o apoio dos EUA à luta que a dissidência birmanesa promove para instaurar a democracia em seu país.
"Perseguimos o fim da tirania em Mianmar", disse Bush em seu discurso a diplomatas, funcionários do governo tailandês e destacados empresários do Sudeste Asiático.
O dirigente americano reiterou o apelo de seu governo à Junta Militar presidida pelo general Than Shwe para que ponha em liberdade Aung San Suu Kyi, líder do movimento democrático birmanês e Nobel da Paz, além de outros presos políticos.
"Vamos continuar trabalhando até que o povo de Mianmar tenha a liberdade que merece", completou Bush.
A ONU e AI (Anistia Internacional) calculam que cerca de dois mil birmaneses estão presos por motivos políticos, alguns há mais de duas décadas.
Bush também disse estar "profundamente preocupado" pelo estado dos direitos humanos na China, e que se "opõe firmemente" às detenções de dissidentes.
"Os Estados Unidos acreditam que o povo da China merece liberdades fundamentais, direitos naturais de todos os seres humanos", acrescentou o presidente americano, horas antes de empreender viagem rumo a Pequim para assistir na sexta-feira à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos.
Bush comentou que a "América mantém sua firme oposição às detenções na China de políticos dissidentes, ativistas de direitos humanos e daqueles que defendem a liberdade de culto".
O presidente acrescentou que "confiar em sua gente, com maior liberdade, é a única via pela qual a China pode desenvolver todo seu potencial".
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