Governo e separatistas lutam na Geórgia; presidente rejeita guerra
da Reuters, em Tiblisi
O governo da Geórgia e separatistas da região da Ossétia do Sul afirmaram que houve uma intensa batalha na região, nesta quarta-feira. Os dois lados trocaram acusações a respeito do início dos confrontos.
Um porta-voz do Ministério do Interior geórgio afirmou à agência Reuters que os separatistas tentavam atacar o vilarejo de Avnevi, perto da capital da província, Tskhinvali, controlado pelo governo central. Ele afirmou que os rebeldes destruíram um veículo blindado do Exército. Já a agência russa Interfax citou oficiais separatistas que afirmam ter recebido disparos de metralhadoras, morteiros e artilharia de um grupo do Exército, no vilarejo de Khetagurovo.
De acordo com as autoridades da Ossétia do Sul, 18 pessoas ficaram feridas no tiroteio.
O presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvilli afirmou nesta quinta-feira que não quer uma guerra na região --a Rússia já acusou o governo de começar o incidente e se preparar para uma guerra. "O confronto não é do interesse da Geórgia e eu tenho certeza que também não é do interesse da Rússia", disse Saakashvilli em entrevista à TV do país.
Ossétia do Sul e da Abkhazia tentam obter independência desde o início da década de 1990, quando o país se separou da União Soviética. A tensão nessas regiões aumentou nos últimos meses. As províncias separatistas tem a maioria da população de cidadania russa, e a Rússia dá apoio político e financeiro aos rebeldes. O local tem grande importância como rota de transporte de petróleo e gás natural.
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