Mundo
07/08/2008 - 14h29

Temendo distúrbios, França proíbe protesto pró-Tibete em Paris

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da Ansa, em Paris

Protestos contra a repressão chinesa no Tibete aconteceram em cidades da Alemanha, Índia e Nepal nesta quinta-feira, um dia antes da abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim. O protesto na França, no entanto, foi proibido por autoridades francesas. A acusação é da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

A organização pretendia protestar em frente à embaixada e ao consulado chineses em Paris. A polícia, segundo a entidade, "afirmou temer episódios de violência como os que se desencadearam com a passagem da tocha olímpica".

Em abril, manifestantes interromperam o evento e chegaram a apagar a tocha quando passava pela capital francesa. "As manifestações podem conter provocações e isso pode causar distúrbios que alterem gravemente a ordem pública", diz o comunicado da polícia parisiense.

Robert Menard, secretário-geral da RSF, lamentou a decisão, afirmando que sua entidade "marcou marchas em diversas cidades coincidindo com a abertura dos Jogos e apenas na França foram proibidas".

Protestos ocorreram em Berlim, onde cerca de cem pessoas se reuniram em frente à embaixada chinesa para exigir respeito aos direitos humanos. Membros de minorias chinesas e da seita Falun Gong assistiram ao ato. Tilman Zuelch, da Sociedade para os Povos Ameaçados, disse que os Jogos de Pequim "se parecem com os de Berlim em 1936".

Em Nova Déli, na Índia, e Katmandu, capital nepalesa, cerca de 6.000 tibetanos protestaram contra o domínio chinês no Tibete. As cidades possuem uma grande comunidade de tibetanos exilados. Em Katmandu, a polícia interveio para dispersar os manifestantes que entoavam cantos budistas, e 513 pessoas foram presas, segundo a agência Efe. Em Nova Déli, as ruas próximas à embaixada chinesa foram fechadas. As duas cidades esperam novas manifestações amanhã.

com Efe

 

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