China declara "oposição enérgica" a críticas de Bush sobre liberdade
da Folha Online
da Associated Press
O governo da China criticou as declarações que o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez quarta-feira (6) em relação à liberdade no país. "Nós nos opomos energicamente a quaisquer palavras ou atos que interfiram em assuntos internos de outros países", afirmou o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China, Qin Gang.
"O governo chinês coloca as pessoas em primeiro lugar e é dedicado à manutenção e à promoção dos direitos básicos e da liberdade dos cidadãos", disse.
Mais cedo, em Bancoc (Tailândia), Bush afirmou estar "profundamente preocupado" com a questão dos direitos humanos na China e disse que se "opõe firmemente" às detenções de dissidentes. "Os Estados Unidos crêem que o povo chinês merece liberdades fundamentais, direitos naturais de todos os seres humanos", afirmou.
Bush disse que a "América mantém sua firme oposição às detenções na China de políticos dissidentes, ativistas de direitos humanos e daqueles que defendem a liberdade de culto". No pronunciamento, porém, Gang disse que os cidadãos chineses têm liberdade de culto. "Esse é um fato indiscutível", completou.
O discurso de Bush foi feito horas antes de ele embarcar rumo a Pequim, onde chegou à noite. Na sexta (8), ele assiste à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos.
"Com o discurso, Bush tenta tratar de duas questões opostas: amenizar a controvérsia criada por aqueles que se opõem à ida dele durante os Jogos e manter a estratégia dos EUA diante da China", disse Yan Xuetong, especialista da Universidade de Tsinghua.
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